quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Finding Neverland

Lembro, uma vez, que meus primos estavam em casa num sábado... Era costume antigamente esta invasão. Tivemos sempre muita diversão no quintal, no vídeo game, nos jogos, na mesa do jantar... meus pais eram mais hospitaleiros e meus primos e nós não tínhamos interesses contrários como os de hoje...

Estava todo mundo em casa, meus pais tinham saído, e eu tinha uma bolinha de mesmo tamanho de uma utilizada para o jogo de tênis, mas feita de gel e silicone, revestida de tecido. Era um pouco pesada e gostávamos de jogá-la para um lado e para o outro (Lógico, com alguma intenção de acertarmos... pois iria doer...)...

Não me lembro ao certo quem foi que jogou, mas foi com o intuito de me acertar que ela partiu da sala com uma velocidade tal que só a vi pelo canto do olho e, como sempre fui hábil nos esportes do tipo queimada e handball, me esquivei rapidamente tal que ela partiu atravessando a casa e certando um vaso em forma de cisne que minha mãe tinha, sobre a fruteira...

O resultado foi, meio aos olhares perplexos, o vaso tombando de sobre a fruteira e o pescoço do cisne espatifando-se no chão...

A primeira coisa que se fez foi acalmar os ânimos, coisa que sempre fiz com muita competência (Principalmente quanto aos membros da família.), depois tratei que bolar uma história, meio que maluca, sobre uma ventania e sua influência na inércia das portas de casa... na velocidade de ação e na violência impressa aos objetos inanimados que compunham a estrutura socio/econômico/decoradoresco de nosso lar visto a membros distraídos (Para não dizer angelicais!) com a programação televisiva, ainda tão alienadora no começo da década de 90. Por fim, tratei de divulgar a história de modo que todos os presentes pudessem estar cientes dos detalhes meio a algum interrogatório individual...

E assim foi... cessamos a brincadeira, limpamos o que havia de ser limpo, arrumamos estrategicamente o cisne (Ou parte dele.) e nos colocamos a assistir televisão e esperar o desenrolar...

Isso faz anos... acho que ninguém, exceto eu, lembra dessa história... Aliás, de esquecimentos de lembranças, de fim de infância, de fantasia, imaginação e sonhos são o que o Em Busca da Terra do Nunca diz... O crescer feliz e juvenil meio às responsabilidades adultas.

É a história do autor de Peter Pan, do próprio Peter e de uma vida onde o ócio criativo pode ser bem compensador... Famílias, suas crianças e seus adultos... Quem?!



Porque algumas coisas só acontecem em família!... E foi em família que fui assistir ao filme... Fazia séculos que não saia com a matriarca da família (Fazia séculos que ela não pagava o cinema e o jantar para mim... ;P), minha mãe, que não conversávamos e divertíamos...

Até.
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Música do chuveiro: California Dreaming - Royal Gigolos - 6:35 a.m. (E daí que eu canto no chuveiro?! Minha vizinha que tem que reclamar, não você!!! E faço performance ensaboado mesmo!!!)
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