
Só sei que estou cheio de coisas para fazer, arrumando coisas que fizeram errado (pior que suja pra cima de mim com a fiscal do cliente!), com a incertesa do lugar que estarei no próximo mês, no próximo ano, com coisas que queria fazer e ver mas não sei se conseguirei...
Só sei que estou num estado estranho... não me sinto, como nos outros anos, deprimido e cabisbaixo (quem é meu amigo sabe o que estou falando), não me sinto com uma vontade enorme de me matar, ou de matar os outros... não sei mais o que é uma série trivalente, não lembro se a lava no ínicio do mundo era azul ou roxa... não tenho sequer a idéia de que lado, num envelope todo branco, se escreve o remetente e o destinatário, se não há indicação...
Só sei que estou afim de fazer algo no meu niver, pela primeira vez am anos, pela primeira vez em séculos... nem que seja pipoca e dvd, música, fotos e conversa boba com refrigerante...
Bolo de cenoura e coca... será que rola?
Hoje me veio a idéia louca de um boliche... ou de uma crise de choro num quarto quente, escutando músicas que só nos deixam mais lá embaixo... procurando Caronte, mirando por Hade, Plutão ou sabe lá qual outra divindade melancólia, esguia e mórbida habitou as profundezas do imaginário religioso das primeiras civilizações...
Gosto, enfim disso... sentar torto numa cadeira desconfortável e, numa diarréia mental, colocar toda e qualquer palavra que surja na tela cintilante do computador, deixando-me e aos que lêem cegos... e com uma idéia cada vez maior de que sou louco, idiota, burro, e completamente tapado por escrever o que escrevo em lugares e horários totalmente inusitados...
Mas a vida é assim... uns fazem isso e pior com os amigos, ou bêbados, ou entoxicados com outras substâncias legais ou ilegais, com uma Gillete® no pulso, com um passo sobre o beiral do terraço, uma mão agarrada no parapeito... outra sobre o peito, decansando...
"estou a dois passos... do paraíso... não sei porque que eu fui dizer... bye bye..."

Estou pulando a "amarelia da vida" e acho que pisei a linha... parei, cansei de correr este mês e estou com aquela dorzinha chata no canto da barriga... estou precisando de uma água com gás, uma rodela de limão e uma Club Soda, por favor!
E, quem sabe.... amanhã eu acorde melhor, com menos coisas pra fazer e mais consideração dos outros... quem sabe um lugar frio, gelo, vento... um cachecol! Acho que nunca tive um cachecol! Sempre uma blusa me bastou, uma luva, duas meias, uma bloxer e outra cueca por baixo... um cobertozinho azul por baixo dos lençóis, um travesseiro molenga, e dois cobertores por sobre um corpo leve, dois pés feios, e uma mente inquieta e sozinha...
...
Acho que o meu último de em Sampa (na minha última folga) foi o mais surreal da minha vida... corrido! Sim! Mas calmo e surreal... ainda fui dirigindo para o aeroporto e cheguei muuuito cedo... Imagina ficar esperando o avião... a cidade vazia (numa sexta-feira!), as minhas coisas no porta-malas, minha vontade de ficar, minha curiosidade sobre os lugares novos atiçando, meu jeito de ficar quieto enquanto cutucava aquela Vaca no sagão de Congonhas, meu pai falando da mulher que passava perto das escadas rolantes, eu querendo um café e um pão de queijo pra matar a vontade de Sampa, pensando que o mês passa rápido e posso aprontar muito em uma semana que fico por lá... e que preciso tomar jeito para não fazer besteiras (que estou fazendo atualmente)... pra não me magoar...
Mas quem lê isso aqui?
Até.
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E este negócio está com mais de dois mil caracteres e não tenho a mínima vontade de parar de escrever besteiras... isso significa uma coisa... falta de senso ou "semancol"!






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