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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Trinta e poucos, solteiro...

Coloquei mais um travesseiro na minha cama...

Não que ele não existisse, mas acontece que eu exitava em tirá-lo do guarda-roupa enquanto não comprasse uma cama de casal...



Contudo casal não há!



Então pus o travesseiro comigo... Para abraçá-lo enquanto durmo, é minha conchinha solitária!



=/



Desde que fiz isso, durmo bem melhor comigo!



Ainda tenho outro travesseiro guardado no guarda-roupas!
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sexta-feira, novembro 27, 2009

Sobre a solteirice da vida...
... da minha vida!


Ontem, pela primeira vez vi meus pais inventando algum tipo de desculpa para eu, beirando os trinta, não estar casado:

- O pessoal hoje em dia tá casando tarde... - disse meu pai.

- Que isso! Tem muito jovem aí que nem tá pensando em casar, quer primeiro arrumar a vida, depois pensam em casar, quer dizer, juntar com alguém - complementou minha mãe para a corretora de imóveis.

Normalmente eu não diria nada, para não ter que dar uma desculpa pra quem não conheço e não tem nada com minha vida, mas ela me olhou com a face num misto de "você não tem vergonha?" e "meus filhos são igualzinhos", que tive que utilizar meus próprios pais como desculpa:

- Eles estão me envelhecendo... -_- Não tenho trinta e, sequer, fiz vinte e nove ainda! Todavia, eles mesmos casaram tarde.

- É mesmo, eu tinha trinta e a Nice vinte e sete. - completou meu pai.

...


Inicialmente fiquei emputecido por ter que ouvir meus pais falando sobre a minha vida (E a deles, por conseguinte.) para alguém que não tem nada com isso! Odeio este tipo de coisa. Existem coisas que somente meus Amigos Irmãos sabem e mais ninguém! São coisas que não mudam em nada o que sou, meu caráter ou o modo com que interajo e trato meus semelhantes! São coisas que não fazem a menor diferença pra quem houve. É informação nula, vazia, que será esquecida!

Um Exemplo: Se eu dirijo de modo imprudente é uma questão que diz respeito a todos, contudo, se eu gosto de um ou dois sachês de açúcar no meu café diz respeito somente à mim. Eu posso dizer pra um ou dois amigos que prefiro dois sachês, mas é uma informação irrelevante pra qualquer outra pessoa (Até mesmo para os amigos pra quem eu contei.)!

São coisas que não fazem a menor diferença pra quem houve. É informação nula, vazia, que será esquecida!


Contudo, este assunto me trouxe uma conversa que tive com alguns amigos (Principalmente o Rafa.) sobre os rumos da sociedade e o interesse em relacionamentos sérios e duradouros. Sempre digo (Às vezes meio na brincadeira.) que sou pra casar, só que ninguém quer e por isso sigo a maré, deixando acontecer e não me preocupando muito com isso.


Eu não pretendo culpar aqui a revolução sexual, o feminismo, a luta pelos direitos iguais das mulheres, homens, negros, índios, gays, heterossexuais, lésbicas... Ao contrário, todos os que me conhecem sabem que apoio todo fim de preconceitos e todos os que realmente me conhecem sabem o que acho de cada assunto desses. Entretanto, estas lutas juntamente com o declínio de alguns valores da sociedade (É gente! É o capitalismo! Você é o que você tem não sua educação.) criaram uma onda de Oba-Oba e liberalismo tamanho que ninguém mais se interessa em construir algo com alguém...

O mercado está cheio de doces e todos são crianças recém-saídas da dieta, sedentas e famíntas por experimentar de tudo, de todos, a todo custo e de todo jeito.


E pra quê?
Pra que aturar uma vida toda ao lado de alguém, se posso ter um(a) a cada final de semana?
Pra que ouvir coisas que não quero ouvir (ou ter uma conversa minimamente civilizada e inteligente), se posso simplesmente chegar beijando?
Pra que fazer planos, se é o momento que conta?
Pra que construir uma vida, um patrimônio, uma relação, se o ciúmes e questões pessoas
Pra que vou vestir verde, se posso procurar uma camiseta azul que me sirva melhor em qualquer mercado por aí?
Pra que andar a 20 km/h numa relação, se posso andar a 320 km/h em relacionamentos curtos e vazios?

...


Talvez isso seja um complemento da busca pelo Ideal Amoroso e tenha alguma explicação psicológica ou num livro do Zygmunt Bauman. Já adimito desde já que não posso me aprofundar no assunto pois sou totalmente leigo nessa matéria (Mas gostaria de saber.). Se houvesse alguma resposta por teoria de conjuntos, números, teoremas, Laplacianos, Transformadas Rápidas de Fourier, Tectônica de Placas, condutividades elétricas ou campos gravitacionais e leis físicas até poderia meter o pedelho e dizer "É isso! Não, não é isso!", do contrário só posso chegar nos calcanhares.

Eu sinceramente gostaria que meus amigos, eu e todos os que conheço e estão no barco dos soteiros pudessem encontrar a tampa da panela, que tivessemos sorte (?) de ter alguém pra curtir a vida juntos (E aquietar o fogo no rabo!).

Por fim... Só merda nessa vida!


Fui!
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domingo, agosto 10, 2008

Metrópole Solitária

Postado por Etc e tal.

Noite fria e escura na cidade de São Paulo, caminhando pela rua, ligo para um amigo que há muito não vejo, conversamos algumas palavras de carinho e desligamos. Noite fria e escura na cidade de São Paulo.



Um garoto com idade não mais que 12 anos se aproxima e pergunta.

- Tia, me dá um trocado?

Digo que não tenho e continuo a caminhar, em passos rápidos já que o medo é grande de que a minha negativa faça com que ele se irrite.

Noite fria e escura na cidade de São Paulo. Continuo a caminhada e mais a frente me deparo com alguns bêbados conversando em voz alta, posso dizer que gritavam, o susto me levou a caminhar ainda mais rápido. Me sentir sendo seguida, mas quando olhei para trás não havia ninguém a não ser a minha própria sombra medrosa. Cheguei em casa, meu apartamento, pequeno, confortável, solitário apartamento, olho pela janela, noite fria e escura na cidade de São Paulo, minha casa, minha metrópole solitária... Minha metrópole marginalizada.

Bjus
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