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sexta-feira, março 12, 2010

"Maçãs Argentinas ou Brasileiras?"

Se me fizerem a pergunta acima eu direi as duas! Ou então analisarei "para quê" eu precisarei das maçãs e perguntarei a espécie das frutas (Como cozinho sei que fazer uma torta com o tipo de maçã errada pode ser um desastre pra receita!)... Não sou muito de comer frutas e sei que não é um ato saudável, mas eu prefiro mil vezes um belo suco ou vitamina, doce, compota ou torta, do que ter que lavar, descascar, cortar e picar uma fruta pra consumo, nunca tenho muito tempo, nunca tenho uma faca disponível, nunca tenho muita destreza para descascar precisamente como meu perfeccionismo permite, fora o incomodo e os cuidados no armazenamento e transporte desse tipo de produto.

...

"Brasil ou Itália no futebol?"... "Brasil ou Cuba no vôlei feminino?"... "Brasil ou Inglaterra no hipismo?"... Claro que sempre serei Brasil, brasileiro e sempre torcerei para que haja o crescimento e visualização do nome do meu país! Mas, se me refizerem estas perguntas eu utilizarei minha razão e responderei de acordo com o que empatizo, não serei um cego torcedor.

De volta às maçãs

Algumas pessoas me dirão que, escolhendo a maçã argentina eu estarei indo contra o Brasil, o comércio e seu desenvolvimento. Bom, se esta indagação me fosse dada por alguém que consome somente suco de maçãs brasileiras (E não refrigerantes de cola!), possue carro brasileiro(?) (E não de multinacionais!), enfim, alguém protecionista, eu pensaria um pouco a respeito, mãs não mudaria meus hábitos pelo simples motivo que não estamos sós no mundo e relações culturais/comerciais com outros países/povos/civilizações/culturas/pessoas são . Assim como a Globo compra os enlatados da Endemol (Aliás, a foto de fundo do site deles que apareceu quando abri o site já é deprimente! Me senti um veggie vendo fotos de um matadouro!) eu compro as maçãs de onde julgar que devo.

Há gente que discute a relevância na cultura brasileira das novelas... eu quero discutir a relevância do comércio de maçãs no crescimento da América do Sul e, por fim, do Brasil! Nós não somos mais países recém-criados, recém-independentes, temos nossa identidade, temos mitos, mártires(?), heróis, políticos que merecem nosso voto e corrúptos, temos manobras políticas/econômicas que nos deixam com vergonha, deprimidos e revoltados.

Acima de tudo eu sou apenas mais um rapaz latinoamericano (Sem dinheiro no banco.), também sofri com superinflação consumindo o salário do meu pai nos anos 80; ví meus pais desesperados e putos por perderem suas economias no Plano Collor; senti o baque da "estabilidade econômica" trazida pelo Plano Real e fazendo minha mãe perder negócios e a empresa; fui pego de surpreza com a aposentadoria repentina do meu pai pela ex-TELESP e recém-Telefónica; ví a aposentadoria do meu pai secando com a desvalorização cambial de 1999. Só pra resumir o que passamos no Brasil com políticas que pensaram somente na economia e não no povo. Se você ler sobre a economia de todos os países da América Latina e região verá coisas similares ou piores.


O que quero dizer não é que torço pra Argentina ganhar, e sim para ela se recuperar, junto com melhoras no Peru, Bolívia, Colombia, Venezula, ... e, porque não, Brasil, também! Historicamente o Brasil sempre foi um país que exerceu força na AL (Uma espécie de Imperialismo?), contudo acredito que erguendo e auxiliando países vizinhos com nosso comércio exterior acabamos ajudando nós mesmos. No esquema uma mão lava a outra.

Sei que é um pensamento simplista, que há muito mais coisas no meio e que devem ser pensadas (E eu não sou especialista.) mas... Ok, Olha aqui! Mas uma coisa que eu não admito é pensamento BAIRRISTA!

Até.
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PS: E o suco de maçã argentino é muito bom! Tem gosto de infância lembrando a moça do Yakult.
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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ótemo!!!

Ótimo texto da Vivian, crítica de moda da Folha, sobre São Paulo Fashion Week, Moda, Alienação, etc e tal...

Recomendo ler e parar para pensar!

Até.
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sábado, janeiro 12, 2008

Melhor assim!!!

Acordei às 6:00 mas só levantei às 6:40 (Fiquei pensando em muitas coisas que ocorreram durante a viagem e o que me espera neste ano, no Brasil.) tomei um banho, fechei as malas... desci a merda das escadas com a mala pesada e pedi um taxi ao aeroporto ($ 35,00).

Cheguei lá e estava tudo vazio, somente eu e o pessoal da limpeza encerando o chão, nenhuma loja aberta, nada...

Revisei o que passei nestes dias, o que escrevi, revi as fotos... e nisso chegaram doi velhinhos acompanhados de seus filhos. A senhora logo foi puxando papo comigo, dizendo que é um absurdo cidades como San Juan de los Andes terem somente três vôos semanais, que em pleno janeiro estava nevando, que em Buenos Aires estava quase 40ºC. Bati um papão com ela e logo começaram a chegar os funcionários do aeroporto e das lojas.




Tomei meu café (Um cappuccino grande e um croissant meia boca! Estou precisando urgentemente de um croissant! Nada mais de medialunas!), retirei dindin pro táxi em Buenos Aires e fiz o check-in!

Vôo tranquilo com atendimento muito bom e sem turbulências.... aliás, uma vista linda!

Cheguei em Buenos Aires com um calor insuportável! Peguei minha malinha, meu taxi ($ 75,00 do Aeroparque ao Ezeiza.) e lá fui eu enfrentar a fila da Gol, pagar a taxa de US$ 15,00 para vôos internacionais e a esperar até chegar o avião (Três horas de atraso!)... sorte minha que fiz amizade com um casal de argentinos que iria para o Rio, enquanto estávamos na fila para o check-in!




Vôo tranqüilo e chegada em Sampa sem nem olharem pra minha cara na imigração!

Bom... é isso!
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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Nada de mais...

Hoje não fiz nada de mais! Acordei, tomei café em uma cafeteria (Enrolei pacas, lá! Li o jornal, pedi várias coisinhas pra comer e beber, olhei as pessoas...), vi os principalis pontos turísticos da cidade ($ 35,00 para ir ao Cerro Catedral, com neve! Huahauahuah!), almocei bem (Perto do Centro Cívico.), voltei ao hostel, entrei na net e conversei com o Luís. Como bebi uma garrafa inteira de vinho no almoço, fui dormir.




Acordei às 19:00, fiquei mais um pouco no hostel, dei mais uma volta na cidade, ví um monte de adolescentes (Aqui é a Porto Seguro da Argentina! A Meca dos formandos!), voltei ao hostel... enrolei mais.. fui jantar... voltei ao hostel... dormir pois acordo cedo amanhã.

Fui!




PS: Acho que deveria ter ficado mais um dias em Pucon, ou então mais um dia de Pucon e outro em Santiago... Não curti muito Bariloche... quem quiser conhecer não me chame!




PS2: Realmente! Acho que esta última parte da viagem eu deveria ter mudado! Ninguém mais ia discutir comigo mesmo!
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segunda-feira, janeiro 07, 2008

Um café, uma torta e duas "medialunas", please!

Comprei minha passagem para Puerto Varas ($ 5900,00), para às 15:40! O que fazer em Pucón então? Eu gostaria de um rafting mas demora muito! Juntei minhas tralhas, paguei a baixinha falante e pedi para guardar minha mala até de tarde, quando viria buscá-la e partiria!

Surpreendentemente "surgiu" uma feirinha de artesanato em à frente da Hospedaje da Carmem, dei uma olhada e rodei a cidade mais uma vez, fui à praia e fui tomar um café (Às 11:00 a.m.), tudo ainda estava abrindo, normal. Pedi uma torta de franboesa com uma fruta que não lembro o nome (Mas sei que é típica do Sul do Chile.), um café e duas medialunas com queijo e presunto... Chegou o café, a torta e nada das medialunas... Quando acabei a torta a moça me disse que elas demorariam mais 30 minutos (Lua cheia, fazer o quê? Vai demorar mesmo!), pedi outra coisa, um cheesecake... comi, paguei (Neste instante chegaram as medialunas, milhares!) e pus-me a rodar a cidade...




Comprei uma pulseira de prata com Lápis-lazúli (Pedra que só tem aqui e no Afeganistão. Como sei que vai demorar um pouco para conhecer o Afeganistão comprei aqui mesmo! $ 26000,00 direto com o ourives que dava os últimos retoques nela!). Voltei à Hospedaje, peguei a mala e fui ao Terminal da BusesJac, revivendo a experiência do outro dia em que andava pela rua puxando elegantemente minha mala de rodinhas e o pessoal olhava espantado.

Liguei pra casa... esperei um tempinho até chegar o ônibus, por sorte os fiscais eram muito gente boa e ficaram conversando comigo enquanto o ônibus não chegava, super simpáticos!

Enfim, o ônibus chegou e me despedi de Pucon com a promessa de voltar, fazer um rafting, pegar uma praia de água doce e areias vulcânicas e fica num hotel!

^^

Mais ou menos no meio da viagem, em Osorno, entrou um cara e sentou ao meu lado, na janela. Como o sol estava forte e batendo em nossos rostos ele me perguntou se queria que fechasse a cortina, quando respondi que sim ele arregalou os olhos e me perguntou "BRASILEIRO?!". Na hora eu ri e disse que sim, perguntei como sabia.

- O sotaque com que você respondeu! Na hora eu soube!

Conversamos o restante do caminho. Ele me disse que é chileno, mas mora em Sampa há muito tempo (Isso explica o português perfeito.). Fez biologia mas trabalha como professor de espanhol, disse que ganha a mesma coisa que se trabalhasse como biólogo, e não trabalha na área pois, no Brasil, o que gosta não é desenvolvido. Ele ficou vibrando quando disse o que um geofísico estuda e que ama vulcões! Eu disse meu roteiro e ele aprovou, falou que vou fazer o melhor do Chile e me deu uns toques nessa minha última etapa!

Como ele era vibrado em vulcões e coisa e tal me perguntou porque todas as pedras no Chile são redondas... e lá fui eu explicar sobre a ação do gelo e da água, sobre o clima, "esfoliação esferoidal"... Bom! Ao menos a faculdade serve para algo! Vou procurar um emprego como geofísico no Chile! Quero um Terremoto! Já vi o Aconcágua, já vi e subi num vulcão ativo, já vi (Ao menos de longe.) um vulcão em plena atividade, agora falta um terremoto!




Nos despedimos quando diquei em Puerto Varas e ele seguiu para Puerto Mont.

Implorei por um taxi e o cara do Terminal da TurBus ma passou o número de dois taxistas. Daí a questão: "Como usar um telefone de moedas se você é um completo leso?"...

Bom, consegui! Em menos de dois minutos o taxi estava no ponto do terminal e em menos de 5 minutos eu estava na "Hospedaje Carla Minte".

A dona Carla é muito gente boa! Mas gente boa mesmo! Arrumei as coisas no quarto, fiz o check-in, tomei um banho (Sim! Tenho banheira no quarto!), me vesti e fui comer algo.

Como estava tarde da noite, ela me deu as chaves da casa e disse como agir e andar na cidade. Fui ao centro, a única coisa aberta era o restaurante de um hotel e um e uma praça, escolhi o da praça onde um casal de brasileiros discutia a relação pensando que todos presentes eram extrangeiros.

Pedi um Salmão que demorou pacas e depois voltei para dormir, estava morto e o vinho subiu muito rápido!

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PS: Um dos motivos de sair mais cedo de Pucón foi o diacho do banheiro compartido!

PS 2: Não dá pra comparar a Hospedaje da Carla e da Sonia. Da dona Carla parece hotel!

PS 3: AH! Em Pucón comprei um Casal Mapuche de madeira!

PS 4: Esqueci... mas eu tinha um "PS 4"! JURO!

PS 5: Ah! Lembrei! Luís, eu ví basalto vesícular in situ! Hehehehe! Muito LEGAL!!!

PS 6: Quero um Terremoto!
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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Pisando em Ovos
... ou como me insiro nas relações internacionais!

Acordar cedo... normal! Tomei café com um casal de alemães que estão no quarto ao lado...

Não sei porque, mas esta coisa de café solúvel me faz sentir tão artificial! Não GOSTO!!!

Tão saboroso quanto artificial...

O cara do Torres del Paine chegou no meio do café... conversamos... mais um pessoal que chegou durante a noite e alguns outros que já estavam por aqui. Todos estrangeiros! (Mas eu também sou!)

Hoje senti o peso de estar com o inglês cambaleando! Todos os brasileiros deram o fora! (Tá certo! Ficaram alguns, mas não encontrei ninguém, o que significa que a noitada foi suficientemente boa!)... Primeiro dia do ano e quase tudo fechado em Santiago (Não sei se é o mal costume de Sampa - 24h OPEN - ou o quê?), museus fechados (Ao menos os parques estavam abertos, ao contrário do que ocorreu em BsAs.).

No caminho do Santa Lucia para o La Moneda conheci um casal de paulistas (Aliás, o que tinha de brasileiros nas ruas de Santiago no dia 1° de janeiro não estava escrito. Na entrada do Santa Lucia, na saída do Santa Lucia, na frente da Biblioteca Nacinal, na entrada do metrô, na calçada esperando o semáforo de pedestres abrir, coisa que achei muito estranho... brasileiro só faz a coisa certa fora do Brasil? pois se fosse lá estariam atravessando logo quando o trânsito desse uma brecha!), eles me perguntaram onde ficava a Torre da Entel, eu disse que era mais à frente, no sentido do La Moneda, que poderiam seguir comigo.




Conversávamos e um chileno, que caminhava no mesmo sentido que nós, começou a falar conosco, seguindo... este era Carabinero, contou-nos como era a polícia aqui, deu uns trocados a um mendigo (Que estava mais com cara de quem só havia bebido em demasia na festa do Réveillon.), perguntou sobre o Brasil (E sempre cai em futebol o assunto.) e começou a falar mal da Presidanta e bem do Pinochet... eu e o casal nos olhamos, fizemos comentários amenos, diplomáticos (Aqueles seguidos de sorrisos amarelos.) e soltamos velhas piadas e lamentações sobre os nossos políticos (Tudo pela boa-vizinhança.)... Quando chegamos ao palácio ele seguiu seu caminho, elogiando nossa educação e nosso futebol. Entramos no Palácio para a visita, revistaram minha mochila (Precisam ver a cara do carabinero quando viu o Enzo dentro da mochila.), fotos e me despedi dos paulistas, indicando a Torre e seguindo para o calçadão.

Adiante encontrei mais Brasileiros (E um grupo BEM estereotipado de turistas japoneses.). Os Brasileiros me contaram sobre a viagem deles e recomendaram que eu faça um rafting em Pucon (Vejamos!), eles entraram no carro e foram.

Fotografei uns prédios do governo e segui. almoçando no MC perto do Santa Lucia.




Depois do almoço, dormi um pouco, comprei água, fui na rodoviária comprar a passagem para Valparaíso, voltei para o albergue e sentei-me na sala.

Comecei a conversar com um australiana e o namorado dela, que jogava bilhar, logo veio sentar-se conosco e conversar (Acho que ele pensou que eu estava cantando ela.). Falamos pacas sobre nós e sobre a viagem, ele me chamou para jogar bilhar (Como nós eramos os únicos homens no albergue aquele horário.)... pedia para ele me ensinar pois no Brasil joga-se de modo diferente do que eu o vi jogando (Normalmente claras contra escuras ou pares contra ímpares...).

Conversamos e jogamos, rimos... comecei a me soltar mais na língua (Principalmente porque o sotaque deles era meio difícil e o meu inglês teve que compensar. Apesar disso tudo nos houve comunicação.), perguntamos o que fizemos durante o dia, o que vimos na viagem,, o que faríamos e eles gostaram do meu itinerário... gostei do roteiro deles (Rodaram pacas pela América do Sul.)!

Chegou um estadunidense e começou a conversar com eles... como anoiteceu (E esta época anoitece tarde.) eles resolveram ir jantar e me chamaram.

Cullen (O estadunidense.) me perguntou se eu comia comida chinesa. Disse a ele que não tinha preconceitos, que gostava de chinesa, japonesa, tailandesa, indiana... Hehehe...


Amazônica?! Em SANTIAGO?!


Fomos andando pelas ruas até a Bella Vista, tarde da noite e tudo estava fechado... até o restaurante chinês que o Dylan e Yvette (Os australianos.) queriam comer, retornamos procurando algo aberto. Cullen me perguntou o que eu costumava ver ao ir em uma cidade, contei-lhe que via desde a arquitetura, que gostava de saber a saída das pessoas para os problemas do dia-a-dia, que gostava de usar o transporte público, de ir onde os turistas não iam, de me sentir, ao menos por poucas horas, como um nativo... e comparava... comparava muito com o que conheço e vivencio, com Sampa, com BSB, com o Rio, com Curitiba... com minha vida. ... Eu contava a eles como era a época da hiper-inflação, quando o governo congelava os preços para que o salário não perdesse o poder de compra. Ele traduzia para Dylan e Yvette, conversávamos outras coisas até que chegamos a um restaurante onde o casal de alemães jantava, sentamos e jantamos com eles, conversamos sobre várias outras coisas. Fui dormir com peso da quietude na cidade lá fora, pensando nos abismos culturais, linguísticos e econômicos que passamos durante uma vida (Ou gerações.) e que devemos que aplainar...
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domingo, dezembro 30, 2007

Cadê meu Babel Fish?!

Acordar... Acordar... tenho que acordar! Que merda que é sua cabeça Frederico! Por que você não compra/trouxe um maldito relógio despertador?!

Fiquei dormindo pingado a noite toda, pra não dormir demais e não perder a hora. Maldita mente racional! Isso já aconteceu várias vezes comigo, ficar dormindo pingado pois meu racional pensa que vou dormir demais e perder a hora. Só porque fui dormir às 03:00 (Já no horário de verão argentino.).

Sim, eles iniciaram hoje seu horário de verão, segundo o jornal da manhã disse, é a 53ª vez que o horário oficial é alterado para se aproveitar mais o dia claro (O jornal realçou a briga entre a Capital e as Províncias à Oeste e Sul, cujo Sol põe-se mais tarde... BEEEEM mais tarde!). De fato, tanto Argentina quanto Chile, iniciam uma crise energética causada por uma mescla de falta de chuvas (É certo que o Rio Mendoza, origina-se da água do degelo dos Andes, e que é verão agora, mas pude notar a represa, em Potrerillos, muito baixa... mesmo!), crescimento econômico e falta de investimentos. Resultado do horário de verão: Em Mendoza o Sol nasce às 06:00 e se põe às 22:00 hoje! E a Argentina, que até ontem tinham o mesmo horário do Chile, hoje tem o mesmo horário do Brasil (De Brasília, claro!)...

Mas hoje estou indo pro Chile, então as coisas não mudam pra mim! O que importa é que minha câmera está com o horário oficial do Brasil (Antes do horário de verão!)!

Vista do meu quarto...A cordilheira ao fundo...E uma linda manhã!


No café, pegava um suco e um cara veio:

- Bom dia.
- Bom dia - repondi.
- Você é brasileiro?

E aí foi... ele e outro cara também são brasileiros, chegaram ontem de marugada (Mais ou menos na hora que dormi.), vieram de moto de Florianópolis e queriam conversar... Claro que fui conversar (Quem mandou ser daqueles que pesquisa sobre tudo na net, que compra guias?!)...

- É bom conversar, senão a gente viaja como no escuro, dando tiro no escuro! - eu disse.

Durante o café dei umas dicas de como se localizar na cidade e um casal se acomodou na mesa ao lado (Também brasileiros.), puxaram conversa comigo e comecei a dar dicar aos quatro (Vou fundar uma agência de viagens!). Disse quais os principais lugares de Mendoza: Peantonal Sarmiento, Plaza Independência, Plaza España, Parque San Martin, etc e tal. Sobre os andes (Que fiz ontem.)... terminei meu café e disse que já voltaria, peguei meu guia Argentina no quarto e entreguei a eles na parte sobre a região do Aconcágua/Mendoza e me desculpei, pois meu quarto estava de pernas para o ar e meu omnibus para Santiago de Chile sairia às 13:00, disse que depois desceria para conversarmos mais e pegar o guia de volta.

Quando voltei trouxe a caixa de alfajores que comprei (E não comi tudo, pois descobri que tenho uma pequena intolerância a eles.), conversamos mais sobre esta e outras viagens e lugares, trocamos e-mails e nos despedimos.

Alguém quer?!

- Hola! Para usted! - disse à recepcionista (A mesma do check-in.), entregando a caixa de alfajores. Ela abriu um sorriso e agradeceu... subi ao meu quarto. (Isso foi pra ela aprender a tratar os brasileiros com mais calor humano!) Quando voltei para fechar a conta ela, com as outras meninas, estavam comendo os alfajores.

Agora estou aqui, Terminal de Omnibus de Mendoza, já liguei pra casa, já perguntei qual plataforma saí meu ônibus, e estou aqui... esperando ele chegar e partir...

Será que teremos Bingo à bordo?! Hehehe...

Fui...

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Paramos... Até agora a viagem foi ótima, subimos tranqüilamente, devagar e sempre, em algumas horas excedíamos os 90 km/h (Velocidade máxima permitida.), o que fazia todos no ônibus enlouquecer devido ao apito de excesso de velocidade.

Busão!Dando uma mãozinha!
Estrada e Lago!Cordilheiras!


O americano (Bem esteriótipo de californiano.) ao meu lado (Sim! Ele é o passageiro da poltrona 10.) me pediu licença e começou a bater no sinal acima de nossas cabeças (Sim! O diabo do apito fica bem acima de nossas cabeças! Por isso, somos os que ouvem mais alto!).

Nós (O americano e eu.) pegamos os melhores lugares no ônibus, no banco ao lado um casal francês. Acho que eles não gostam muito de brasileiros pois torcem o nariz ao que falo com as catarinenses no banco de trás, especialmente o cara.

...

Agora estamos parados na aduana chilena, uma fila enorme de carros ficou para trás (Ônibus tem uma fila só pra ele.), mas a fila dos ônibus não anda, a dos carros sim!

...

Ai, Sá! Fiz contato com o americano! Fui péssimo, mas acho que você iria ficar orgulhosa de mim (Até eu estou orgulhoso!)!

Fiquei de tradutor dele para o "argentino" que o "co´missário de bordo" fala... Uma hora, já na Imigração Argentina, o comissário disse algo lá no início da fila... Então ele me perguntou o que haviam dito, como eu não escutei direito, fui me informar com as catarinenses. Depois Expliquei a ele e a três britânicas (Como se diz quem mora na Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e adjacências?! Bom! O passaporte delas é vinho e com isso escrito!) como seriam os trâmites para entrar no Chile e pedi desculpas pelo meu inglês "ruim".

Túnel do Cristo RedentorFinal da Fila para Aduana
Chegando no começo da Fila!Duas horas depois!


Após os trâmites de entrada no Chile, fizemos a fila para a revista das bagagens (Sim, eles passam tudo pelo Raio-X! Não pode entrar nada vegetal ou animal.), como ele havia deixado a mochila (Backpack, aprendi! Fiquei tão feliz com isso!) no ônibus, eu recomendei a ele que pegasse a mochila pois iriam passá-la no aparelho. Ele me agredeceu e foi pegar a mochila.

Por azar uma mulher ficou dormindo no ponto e ficaram chamando por ela. A desgraçada nem aí, demorou um monte pra ir lá na frente pra abrir a mala, estava levando umas comidas, mas tudo acabou passando. Por sorte os guardas do Chile eram todos gente fina, conversavam e tranqüilizavam todos.

Entramos no ônibus e seguimos viagem, já no Chile (Duas horas depois de chegar na Aduana. O motorista disse que algumas vezes eles ficam até seis horas para passar na fronteira, de tanto ônibus e tão demorado que é.). Passamos pelos Caracoles, por algumas estações de sky (Não! Não tem neve nessa époda do ano gente! Vocês não sabem que é verão na América do Sul?! Olha a latitude dos Caracoles! A linha de neve esta mais pra cima do que 3500 metros de altitude nessa latitude! POXA!), por algumas paisagens que pareciam de filme, nos Alpes, e logo pegamos uma grande estrada de pista dupla (Que seguiu até Santiago.)

Conversei pacas com o Americano (Que é de New York e não da California.), ele disse que estava a nove meses na Argentina e que nos últimos dois meses estava viajando e agora passaria pelo Chile. Nos outros sete meses ele trabalhou como voluntário da igreja dele (Não perguntei qual igreja.), em Bariloche, dava aulas de inglês e, como só convivia com o pessoal da igreja, não conseguiu aprender espanhol, entendia bem mas falava quase nada (Isso pareceu mais uma desculpa do que um motivo pra mim, acho que pra ele também.). Eu disse que era semelhante a mim, então, para com o inglês, mas que estava viajando para aprender na marra a me virar no inglês e no espanhol.

As Catarinenses, de Jaraguá do Sul, são muito gente fina! Todas aparentando seus 30 e poucos anos... o único trecho por terra que elas fariam seria este, Mendoza-Santiago. Eu contei pra elas sobre minha viagem e elas sobre a delas... o que fariam e o que eu faria... As expectativas sobre o ano-novo em Santiago, ou em Valparaíso (Como eu queria.).

CaracolesSeguuuUuuUUUuUUUuura!!!


Chegamos em Santiago às 21:30, esperei horas pra tirarem minha mala do ônibus (Por sorte ela era a última e estava embaixo de todas as outras.), depois corri pra ver se achava um caixa-eletrônico. Achei, mas não um que estivesse interligado à rede Plus ou qualquer outra internacional. Por sorte tinha aqueles USD 10,00 que comprei da minha mãe antes de embarcar. ABENÇOADA SEJA A NOTA DE USD$ 10,00 DA MINHA MÃE! Troquei numa casa de câmbio (Única no Terminal Alameda, e que não trocava pesos argentinos nem reais.), o que gerou em torno de $ 4900,00 (Valor em pesos chilenos.), o que dá $ 490,00 para cada USD 1,00.

Corri até o metrô... quer dizer... primeiro eu tive que saber pra que lado ficava a saída, pra que lado ficava o metrô mais próximo... estas coisas (Sério, após pegar minha mala, fiquei completamente desnorteado. Naquela rodoviária desconhecida, grande, com gente indo de um lado para o outro, ônibus chegando a todo momento, malas e mais malas... cadeiras, etc e tal.).

E as estações de metrô?! Aquelas coisas gigantescas, repletas de escaleras, com sentido pra ir (Deve ser porque estou acostumado às três linhas de metrô de Sampa, que tornam a baldeação simples.) e sem escadas rolantes... Cheguei na Estação Bellas Artes e ela estava fechando, vazia... perguntei ao guarda que travava as catracas por qual saída iria cair na Calle Monjitas e ele me apontou a única que havia para a rua. Subi as escadas carregando minha mochila e minha malinha de 20 kg (O idiota aqui não tinha identifidado o elevador ainda!) e dei de cara com o Andes Hostel... Subi as escadas e fiz meu check-in. Os caras da recepção muito gente fina! Me ajudaram a levar minha malinha no quarto (Único lugar que fizeram isso!), explicaram direito como era o esquema o albergue. etc e tal.

Desarrumei minhas malas e fui tomar banho, baño compartido, me arrumei e desci... me senti em uma Torre de Babel, gente falando em inglês, português, espanhol, alemão... uma coisa muito louca! E, justamente por isso, por estar um pouco louco e ainda tentando me acostumar com a atmosfera de Santiago, tentei não falar nada... só ouvia... o meu Babel Fish não está legal ainda, está se acostumando à pressão e ainda pensa muito para tentar traduzir algo (Citando O Guia do Mochileiro das Galáxias [The Hitchhiker's Guide to the Galaxy]).

Liguei pra casa e fui dormir.
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