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domingo, agosto 12, 2012

Geopoesia...


Um arquiteto me perguntou,
meio que pedindo desculpas por não saber,
o que faz um geofísico?

Dei risada e pensei,
aceitei as desculpas,
e respondi, sorrindo.

Estuda a Terra e não deixa ela cair na nossa cabeça.

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sábado, agosto 07, 2010

Trincas nas paredes...
Um pouco revoltado!

Estou aqui, num café, sozinho, com um pouco de frio e enquanto espero meu pedido chegar observo ao redor...

Na verdade, por haver tremores, ficamos um pouco procurando ou querendo crer que cada trinca no reboco fora causada pelo terremoto de março. Erro nosso! Se nós "abençoados por deus e bonitos por natureza" temos milhões de construções com trincas (quando não são construidas com areia de praia, ou com fundações pouco profundas ou, então, encontram surpresas geológicas!)! Minha casa mesmo, o asfalto da rua em que moro a 30 anos, a casa do vizinho da frente, a igreja.

Como geofísico sou obrigado a acreditar que a Terra não é estática! E é verdade! Os terrenos não são sólidos e, sinto dizer, não há surpresas geológicas! A terra muda e sua estabilidade ou instabilidade depende somente do projeto de construção, cargo de geólogos, engenheiros e arquitetos.

Estou, como geofísico, lavando minhas mãos pois, no Brazil, os geofísicos não participam dos projetos construtivos... Tão pouco das execuções de obras, como deveria ser feito!

Esqueci! Políticos também participam dos projetos construtivos! E Administradoes e Economistas também... Então, no Brasil, temos mais pessoas que não entendem Nada sobre o assunto construção civil, obras de grande porte e substrato terrestre do que os que efetivamente sabem algo!

O mesmo com agricultura... Poderíamos utilizar geofísica, geologia ou a geografia juntamente com a agronomia para identificar o tipo de rocha geradora de solo e o fluxo de água subterrânea, por exemplo, identificanto as correções a serem realizadas no solo (de nutrientes e irrigação) ou classificar a melhor cultura para determinado solo, explorando melhor do que simplesmente desmatando as poucas florestas existentes! Isso se chama agricultura de precisão... Coisa que a Europa já conhece faz tempo!

Isso só pra citar alguns usos da geofísica que são totalmente ignorados no Brasil... País que quer se desenvolver e o faz do pior modo!

Para os que já argumentarão que as utilizações citadas são realizadas com métodos pouco eficazes: acredito que só a utilização pode efetivamente desenvolver o método... A 30 anos um transplante de coração era pouco eficaz, mas a medicina se desenvolveu! O mesmo com a técnologia de carros a álcool!

O Brasil está perdendo a ciência preso a métodos cronstrutivos imbecís e arcáicos, métodos agrícolas degradantes, métodos pedagógicos pouco eficientes e uma imprensa polarisada, emburrecedora, cega e idiota!

Estamos na contramão do mundo perdendo nossos físicos, meteorologistas, engenheiros de minas, pedagogos, geólogos, médicos, odontólogos, químicos...

Se perguntem: o que realmente produzimos? Suco de laranja? Petróleo? Aviões? Tecnologia bancária? Ônibus? Aço? Ou bauxita? O mais importante: O que poderíamos pruduzir?

Temos uma das maiores fábricas de aviões e nossos foguetes explodem antes de decolar!
Temos as maiores mineradoras e compramos produtos feitos fora com nosso aço.
Temos os ônibus e o transporte mais injusto e sem logística das américas (vale lembrar que mudamos os planos do metrô como se fosse a calça de nossos governadores!).
Temos engenheiros e físicos mas o projeto de ums sucata de submarino nuclear que nunca saiu...

Nos prendemos a cotas sociais e não ligamos pra qualidade do ensino... Nosprendemos a bolsas sociais e ainda temos mulheres mortas por seus companheiros, em casa... Os pais reclamam por seu filhos repetirem de ano, mas sequem sabem como é o formato da letra de seus filhos no caderno... Deixam a educação e criação de seus filhos para os professores (Oo) e depois os cobram como se fosse obrigação desses profissionais (ou seria da TV?) realizar a criação...

Mais do que plantar uma árvore... O Brasil precisa de muita conversa! Desliguem a TV e conversem com seus pais, com seus filhos, conversem sobre política e religião, mesmo que descordem, sobre sexo, drogas, rock, pop, doces de merengue e quem é o maior produtor de café do mundo... E porque de tudo isso e de como o mundo está e para onde vamos!

Desculpa por este post revoltado.

Beijos a todos,

Fred.
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terça-feira, janeiro 08, 2008

Esmeralda não era nome de novela? ... Ou era Rubi?!

Ok... ok...

Consegui acordar... na verdade fiquei desde às 2:00 acordado, só esperiei o despertador tocar!



Café da manhã com um casal de chilenos que iam para Chiloé e duas veterinárias em trabalho de verão! Conversei com dona Carla sobre o que iria fazer hoje e ela me sugeriu roupas claras pois há um bicho que pica e é atraído por roupas escuras.

Peguei o ônibus na frente do cassino. Muitos chilenos, brasileiros e duas alemãs.




Na parada nos saltos do rio Petrohué ($ 12000,00 a entrada, não inclusa no passeio.), conheci um casal de cariocas muito gente boa! Eles bateram uma foto pra mim. Eu disse que este era único porém de se viajar sozinho, você nunca aparece nas fotos e todos ficam pensando que você as pegou na net!



Huahuahua...

Ah, Luís! Os saltos são muito bonitos, um orgasmo geológico! Construídos pela luta entre o basalto ultra-quente e a água fria do rio... não se seba quem ganhou... acho que foi empate!




A água do rio é algo entre o verde e o azul, o vulcão ao fundo, as árvores...

Depois fomos ao porto de Petrohué, no caminho vimos o local de uma avalanche, que destruiu a estrada nessa primavera! Estavam reconstruíndo tudo! Conheci mais um casal de cariocas com a filha (Poxa! Só tem Carioca!), mas desses eu não gostei, principalmente pois o pai só reclamava! Me afastei!

Pegamos o barco até Peulla e conheci mais brasileiros, dois paulistas dessa vez (UFA!), só que não moravam mais em Sampa. Um mora em Santiago (Sorte dele!) e o outro em Brasília. Quando a moça perguntou a eles se gostariam de fazer alguma atividade em Peulla eles escolheram uma espécie de arborismo "canopy", ela, então, pediu o passaporte deles e o que mora em Brasília sacou da mochila um passaporte vermelho... logo suspeitei, mas perguntei pra tirar a dúvida...




Navegamos pelo Lago de Todos los Santos (Esmeralda), o tempo não ajudou muito e chegamos à Peulla (Um misto de hotel e aduana, já que é divisa com a Argentina.).



Passei boa parte do dia sozinho e escrevendo, almocei, caminhei quando o tempo permitia e logo os dois paulistas chegaram... conversamos, nos alojamos na "recepção" do hotel e esperamos para voltar ao barco!




Retornamos ao barco e fizemos o caminho de volta! Me disseram que se eu quisesse fazer algo à noite estariam no Cassino, jogando, que era só eu aparecer por lá... Como era minha última noite resolvi não sair, só tomei um banho, jantei no centro, tirei din-din para pagar a dona Carla ($ 54000,00) e voltei para arrumar a mala e dormir...

Boa noite!
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sábado, dezembro 29, 2007

Enfim... Orgasmo!!!

Acordei hiper-cedo! Mal tomei meu café e o Remi chegou, me levou à rodoviária. Enquanto esperava o ônibus foi aparecendo os montanhistas (Chamaria de Alpinistas, mas os Alpes ficam em outro continente, talvez "Andesistas" seja a denominação correta.), o pessoal local e os mochileiros...

Os "andesistas" desceram em Penitentes, uma estação de sky onde o pessoal que vai subir o Aconcágua treina... Claro! Nessa época do ano não há neve... só grama e rochas.

Conheci um grupo de estudantes, dois de João Pessoa, um do Mato Grosso (Mas estudando de POA.) e outro de Curitiba, conversamos pacas sobre o caminho que iriam fazer, o que iriam ver, onde ficariam... e lá se foram as (quase) 4:00 horas de viagem até nossa primeira parada. No caminho, moradores e trabalhadores das montanhas que sobem e descem do ônibus, escolas, restaurantes, hotéis...

BusãoPuente del Inca
Puente del IncaHotel destruído, capela e Lua


Descemos em Puente del Inca e ventava, e frio, pra caramba. Meu ouvido começou a doer assim que altei do ônibus, acho que foi o choque térmico entre o calor dentro do busão e o vento gélido do alto dos Andes. Coloquei minha blusa, tiramos fotos, comprei um ocarina na feirinha e eles me pediram para explicar como a tal "ponte" se formou.

Lá fui eu explicar os efeitos das deposições e dos sistemas glaciares, além da Tectônica de Placas, choque de placas, elevação dos Andes, dissolução e termalismo hídrico.

Me senti útil pela primeira vez desde que terminei a faculdade! Senti minha faculdade útil! Amo a geofísica, amo a geologia e os processos da Terra... só não gosto do que faço atualmente, me sinto subutilizado, um simples apertador de botões!

Separei-me deles, desci até Uspallata enquanto eles soram mais adiante, até Las Cuevas. Lá tirei fotos, entrei na net, escrevi pacas...

ELECemitério dos Andinistas
Vai uma Cerveza?Em uma parada qualquer...


Ah! Luís! Eu o ví e ele é lindo! É alto, é branco, quieto mes com presença, imponente... sabe daqueles que impões respeito?! Fiquei quieto enquanto o contemplava, tirei foto, me senti um nada nos mistérios da Terra e do Universo... o vento balançava as árvores e eu lá, sozinho, o olhando cara-a-cara!

Acho que todos devem contemplar a cordilheira ao menos uma vez na vida! E o ponto mais alto da América também! Quero o Aconcágua pra mim!

UspallataUspallata
Sete anos no Tibet.Andes


Voltei pro hotel morto! Dormi... dormi... dormi... nem liguei pra casa, entrei na net e comi algo no hotel. Torci para entregarem minha roupa lavada mas não recebi nada! Quem sabe amanhã, antes de ir embora?!

Voltei a dormir...
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PS: O tempo aqui engana muito no verão, são 21:00 e parecem 17:00!
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terça-feira, agosto 07, 2007

Olha mãe!!!

Quem disse que geofísica não aparece às vezes?

Huahuahuhauhau

Entro no Wikipedia para procuarr sobre um assunto e olha só o que encontro na página inicial.

[:P]

Legal, não?!
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sexta-feira, abril 28, 2006

Vai... vai... vai!!!

Pra quem curte é uma ótima dica!

Até.
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quarta-feira, dezembro 07, 2005

A Terra esfriou mais cedo?

Novas medições sugerem que o nosso planeta pode não ter passado seus primeiros 500 milhões de anos afogado em lava. É possível que oceanos, continentes e a vida tenham surgido mais cedo.
Por John W. Valley



Manuais de geologia afirmam que nosso planeta passou seus primeiros 500 milhões de anos coberto por magma quente, mas essa tese pode estar errada. Cristais de zircônio revelam que a superfície da Terra talvez tenha esfriado bem antes, permitindo desde cedo o surgimento de oceanos, continentes e oportunidades para a origem da vida.

Um novo conceito sobre como era a Terra primordial, coberta por oceanos há 4,4 bilhões de anos, contrasta com o mundo quente e hostil normalmente representado nos livros didáticos. A Lua estava mais próxima naquele tempo, por isso parecia maior do que nos dias de hoje.

Na sua infância, que começou há cerca de 4,5 bilhões de anos,a Terra brilhava como se fosse uma estrela tênue. Oceanos incandescentes de magma alaranjado ondulavam na superfície do planeta após as freqüentes colisões com imensos meteoros, alguns do tamanho de pequenos planetas, que orbitavam o Sol recém-criado. Viajando em média a 90 mil km/h (75 vezes a velocidade do som), cada corpo impactante se incendiava na superfície da Terra, estilhaçando, derretendo e até se vaporizando no momento do contato.

Logo no início, o ferro denso afundava no magma para formar o núcleo metálico, liberando gravidade para derreter todo o planeta. Meteoritos continuaram a colidir com a Terra durante centenas de milhões de anos.

Ao mesmo tempo, no núcleo da Terra, o decaimento de elementos radioativos produzia seis vezes mais calor do que hoje. Essas condições infernais tinham de se acalmar para que as rochas derretidas se solidificassem, para que os continentes se formassem, para que a atmosfera de vapor se condensasse, e para que a primeira forma de vida pudesse evoluir. Mas, quão rapidamente a superfície da Terra esfriou? A maioria dos cientistas assume que o ambiente infernal durou 500 milhões de anos, uma era geológica batizada como Hadeana. O maior apoio para tal visão vem da ausência de rochas intactas com mais de 4 bilhões de anos - e dos primeiros sinais fossilizados de vida, que surgiram muito tempo depois.

Nos últimos anos, entretanto, geólogos - incluindo meu grupo da Universidade de Wisconsin-Madison - descobriram cristais de minério de zircônio antigos cuja composição química está mudando o conceito sobre os primórdios da Terra. As propriedades incomuns desses minerais duráveis - cada um do tamanho do ponto final desta sentença - possibilitou aos cristais preservar indícios sobre como teria sido o ambiente da Terra quando eles se formaram. Essas minúsculas cápsulas do tempo carregam evidências de que oceanos habitáveis para a vida primordial e, mesmo os continentes, poderiam ter surgido 400 milhões de anos antes do que geralmente se pensava.

Resfriamento
Desde o século XIX cientistas vêm tentando calcular quão rapidamente a Terra se resfriou, mas poucos esperavam descobrir evidências sólidas.

Embora os oceanos de magma, no início, estivessem com mais de 1.000oC, a idéia tentadora de uma Terra primitiva temperada veio de cálculos da termodinâmica. Os números indicam que a crosta poderia ter se solidificado na superfície em 10 milhões de anos. Como o planeta endureceu externamente, a fina camada de rocha solidificada teria isolado o exterior das altas temperaturas vindas do interior da Terra. Se houve períodos tranqüilos adequados entre os grandes impactos de meteoritos, se a crosta era estável, e se o efeito estufa da atmosfera não aprisionou muito calor, então as temperaturas poderiam ter caído rapidamente, abaixo do ponto de ebulição da água. Além disso, o Sol primitivo era mais fraco e deve ter contribuído com menos energia.

Para a maioria dos geólogos, entretanto, o incontestado nascimento turbulento do planeta e os poucos indícios no registro geológico parecem, contrariamente, apontar para um prolongado clima ultraquente. A rocha intacta mais antiga conhecida é a Gnaisse Acasta, de 4 bilhões de anos, no noroeste do Canadá. Essa pedra, porém, formou-se nas profundezas do planeta e não carrega nenhuma informação sobre as condições da superfície. A maioria dos cientistas assume que as condições infernais presentes na superfície do planeta devem ter obliterado qualquer rocha que se formou muito cedo. As rochas mais antigas conhecidas que se originaram sob a água (e, portanto, em ambientes relativamente mais frios) datam de 3,8 bilhões de anos atrás. Esses sedimentos, expostos em Isua, no sudoeste da Groenlândia, também contêm a evidência de vida mais antiga.

Escavações Profundas
Nos anos 1980 , os cristais de zircônio começaram a acrescentar novos dados sobre a Terra primitiva, quando uns poucos e raros grãos em Jack Hills e em Mount Narryer, no oeste da Austrália, foram reconhecidos como os materiais terrestres mais antigos - chegando a quase 4,3 bilhões de anos. Mas a informação que esses cristais carregavam parecia ambígua, em parte pelo fato de os geólogos estarem inseguros quanto à identidade da rocha matriz. Uma vez formados, os cristais de zircônio são tão duráveis que podem persistir, mesmo se a sua rocha matriz for levada à superfície e destruída por exposição ao ar e erosão. O vento ou a água podem então transportar os grãos sobreviventes por grandes distâncias antes de o mineral se incorporar a depósitos de areia e cascalho que, mais tarde, solidificam-se em rochas sedimentares. De fato, os cristais de zircônio - talvez milhares de quilômetros distantes de suas fontes - foram descobertos incrustados em um banco de cascalhos fossilizado chamado de conglomerado de Jack Hills.

Assim, a despeito do entusiasmo com a descoberta desses fragmentos primevos da Terra, a maioria dos cientistas, incluindo eu, continuou a aceitar a visão de que o clima do nosso jovem planeta era Hadeano. Foi depois de 1999 que os avanços tecnológicos permitiram novos estudos com o zircônio do oeste da Austrália, o que desafiou a tese convencional sobre a história mais antiga da Terra.

Os cristais de zircônio australianos não revelaram os seus segredos tão facilmente. Em primeiro lugar, o conglomerado de Jack Hills está isolado na fronteira de imensas fazendas de ovelhas situadas 800 km ao norte de Perth, a cidade mais isolada da Austrália. O conglomerado foi depositado três bilhões de anos atrás e marca o limite noroeste de um conjunto de formações rochosas, todas anteriores a 2,6 bilhões de anos. Para conseguir recuperar menos do que uma pitada de cristais de zircônio, coletamos centenas de quilos de rochas desses afloramentos remotos e os transportamos até nosso laboratório para triturá-los e separá-los, como se estivéssemos procurando grãos especiais na areia de uma praia.

Uma vez extraídos de sua rocha-fonte, os cristais individuais poderiam ser datados, já que os zircônios são excelentes cronômetros geológicos. Além da sua longevidade, contêm traços de urânio radioativo, que decai para chumbo a um ritmo conhecido. Quando um cristal de zircônio se forma a partir de magma solidificado, átomos dos elementos zircônio, silício e oxigênio combinam-se em proporções exatas (ZrSiO4) para criar uma estrutura cristalina exclusiva do zircônio; o urânio ocasionalmente os substitui como um traço de impureza. Átomos de chumbo, por outro lado, são muito grandes para substituir adequadamente qualquer dos elementos da composição, e por isso os cristais de zircônio nascem virtualmente livres de chumbo. O relógio urânio-chumbo começa a funcionar tão logo o zircônio se cristaliza, e a razão chumbo/urânio aumenta com a idade do cristal. Os cientistas conseguem determinar a idade de um cristal de zircônio não danificado com 1% de exatidão. No caso da Terra primitiva isso representa margem de erro de 40 milhões de anos.

A datação de partes específicas de um único cristal foi realizada pela primeira vez no início dos anos 1980, quando William Compston e colegas da Universidade Nacional Australiana em Canberra inventaram um tipo de microssonda iônica, um instrumento bastante grande que batizaram de Shrimp (sigla em inglês para microssonda iônica sensitiva de alta resolução). Embora a maioria dos cristais de zircônio seja quase invisível a olho nu, a microssonda iônica lança um raio de íons tão estreitamente focado que pode arrancar um pequeno número de átomos de qualquer alvo na superfície do cristal. Um espectrômetro de massa mede então a composição desses átomos ao comparar suas massas. Foi o grupo de Compston - trabalhando com Robert Pidgeon, Simon A. Wilde e John Baxter, da Universidade Curtin de Tecnologia, também na Austrália - que primeiro datou os zircônios de Jack Hills, em 1986.

Sabendo disso, abordei Wilde. Ele concordou em reinvestigar as datações por urânio-chumbo dos cristais de zircônio de Jack Hills como parte da tese de doutorado de William H. Peck, meu aluno, hoje professor assistente da Universidade Colgate. Em 1999, Wilde analisou 56 cristais não-datados usando uma Shrimp aprimorada na Universidade de Curtin.

Descobriu que cinco desses cristais apresentavam idade superior a 4 bilhões de anos. Para nossa grande surpresa, a idade do mais velho deles superava 4,4 bilhões de anos. Algumas amostras provenientes da Lua e de Marte têm idade similar, e os meteoritos são, geralmente, mais antigos; mas nada com essa idade tinha sido descoberto na Terra, nem mesmo se esperava descobrir. Quase todos achavam que, se esses antigos cristais de zircônio tivessem existido, a dinâmica das condições dos Hadeanos teria destruído a todos. Nem desconfiávamos que a mais excitante das descobertas ainda estava por vir.

Velhos Oceanos
Peck e eu fomos atrás dos zircônios de Wilde, do oeste da Austrália, porque estávamos de olho em uma amostra bem preservada do oxigênio mais antigo da Terra. Sabíamos que os cristais de zircônio poderiam reter evidências, não apenas de quando sua rocha hospedeira teria se formado, mas também de como isso ocorreu. Em especial, estávamos usando as proporções de diferentes isótopos de oxigênio para estimar as temperaturas dos processos que teriam levado à formação de magmas e rochas.

Os geoquímicos medem a proporção de oxigênio 18 (18O, um raro isótopo com oito prótons e dez nêutrons, que representa cerca de 0,2% de todo o oxigênio da Terra) para o oxigênio 16 (16O, o isótopo mais comum, que compreende 99,8% do total). Esses átomos são chamados de isótopos estáveis porque não sofrem decaimento radioativo e, desse modo, não mudam espontaneamente com o passar do tempo. Entretanto, a proporção de 18O e 16O incorporada dentro do cristal durante a sua formação varia de acordo com a temperatura ambiente na época em que o cristal se formou.

A razão 18O/16O é bem conhecida para o manto da Terra (a camada de 2.800 km de espessura embaixo da fina camada de 5 km a 40 km dos continentes e da crosta oceânica). Magmas que se formam no manto sempre apresentam quase a mesma proporção de isótopo de oxigênio. Por questão de simplicidade, os geoquímicos ajustam essas proporções relativas àquela da água do mar e expressam-na naquilo que é chamado de notação delta (?). O ?18O do oceano é 0 por definição, e o ?18O do zircônio do manto é 5,3, o que significa que tem uma razão 18O/16O maior que a da água do mar.

Por isso Peck e eu esperávamos descobrir um valor de 5,3 para o manto primitivo, quando levamos os cristais de zircônio de Jack Hills analisados por Wilde, incluindo os cinco mais antigos, até a Universidade de Edimburgo, naquele mesmo verão. Lá, John Craven e Colin Graham nos auxiliaram a usar um tipo diferente de microssonda iônica, especialmente projetada para medir as proporções do isótopo de oxigênio. Havíamos trabalhado juntos muitas vezes nas décadas precedentes, para aperfeiçoar a técnica e poder analisar amostras um milhão de vezes menores do que aquelas analisadas no meu laboratório em Wisconsin.

Após 11 dias de análises ininterruptas e poucas horas de sono, completamos as medições e descobrimos que as nossas predições estavam erradas. Os valores ?18O do zircônio eram superiores a 7,4.

Ficamos atordoados. O que poderia significar essa alta proporção isotópica? Nas rochas mais jovens a resposta seria óbvia, porque amostras assim são comuns. Um cenário previsível é o de que as rochas a baixas temperaturas na superfície da Terra podem adquirir tal característica se interagirem quimicamente com água de chuva ou do oceano. As rochas com alto 1?8O, quando soterradas e fundidas, formam o magma que retém esse alto valor, que é então passado aos zircônios durante a cristalização. Desse modo, a água líquida e as baixas temperaturas são necessárias na superfície da Terra para formar zircônios e magmas com altos ?18O; não se conhece nenhum outro processo que resulte nisso.

A descoberta de altas proporções de isótopos de oxigênio nos zircônios do conglomerado de Jack Hills significa que provavelmente já existia água líquida sobre a superfície da Terra pelo menos 400 milhões de anos antes das rochas sedimentares conhecidas mais antigas, da Groenlândia. Se correto, é provável que já houvesse oceanos inteiros naquele tempo, tornando o clima primitivo da Terra mais parecido com uma sauna do que com uma bola de fogo Hadeana.

Vestígios Continentais
Poderíamos basear conclusões tão importantes sobre a história da Terra em uns raros e diminutos cristais? Protelamos a publicação de nossas descobertas por mais de um ano para reexaminar as análises. Enquanto isso, outros grupos conduziam suas próprias pesquisas em Jack Hills.

Steven Mojzsis, da Universidade do Colorado, e colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles confirmaram nossos resultados, e todos publicamos estudos em 2001 descrevendo as descobertas.

As possíveis implicações dos achados acerca do zircônio propagaram entusiasmo no meio científico. Na violência superaquecida de um mundo Hadeano, nenhuma amostra teria sobrevivido para que os geólogos pudessem estudá-la. Mas esses cristais de zircônio indicavam um mundo mais ameno e familiar, além de fornecer meios para esclarecer os seus segredos. Se o clima da Terra era frio o bastante para que existissem oceanos de água logo no começo, então talvez os cristais de zircônio pudessem nos revelar se os continentes e outros aspectos da Terra moderna já existiam também naquele tempo. Para tanto, tínhamos de olhar mais fundo nos cristais.

Mesmo o menor dos cristais de zircônio contém outros materiais encapsulados. Esse conteúdo, bem como o padrão de crescimento dos cristais e a composição das impurezas, podem revelar muito sobre o local de origem do zircônio. Quando Peck e eu estudamos cristais de 4,4 bilhões de anos, por exemplo, descobrimos que continham partes de outros minerais, inclusive quartzo. Isso nos causou surpresa, já que o quartzo é raro nas rochas primitivas e provavelmente não existia na primeira crosta que se formou sobre a Terra. A maior parte do quartzo vem de rochas graníticas, comuns em crosta continental que se formou posteriormente.

Se os cristais de zircônio do conglomerado de Jack Hill vieram de uma rocha granítica, tal evidência daria suporte à hipótese de que são amostras do primeiro continente criado no mundo. Mas é preciso ter cautela, pois uma pequena quantidade de quartzo pode se formar nos últimos estágios da cristalização do magma, mesmo se a rocha matriz não for granítica. Por exemplo, cristais de zircônio e uns poucos grãos de quartzo foram descobertos na Lua, onde nunca surgiu uma crosta granítica do tipo continental. Causaria surpresa a alguns cientistas se os cristais de zircônio mais antigos da Terra tivessem se formado num ambiente parecido com o da Lua primitiva ou, então, por algum outro meio que hoje já não é mais comum, como o impacto de meteoritos gigantes ou vulcanismo profundo. Até agora, porém, não descobrimos evidências convincentes para essas hipóteses.

Há indícios, contudo, a favor da crosta continental nos elementos-traço (aqueles que substituem o zircônio em níveis abaixo de 1%). Os cristais do conglomerado de Jack Hills têm elevada concentração desses elementos, bem como padrões de európio e cério que são mais comumentes formados durante a cristalização da crosta, o que significa que os zircônios foram constituídos próximos à superfície da Terra e não no manto. Além disso, as proporções dos isótopos radioativos de neodímio e háfnio - dois elementos usados para determinar o tempo dos eventos de criação da crosta continental - sugerem que partes significativas da crosta continental formaram-se já há 4,4 bilhões de anos.

A distribuição dos cristais de zircônio antigos nos forneceu evidências adicionais. A proporção de cristais de zircônio com mais de 4 bilhões de anos excede 10% em algumas amostras do conglomerado de Jack Hills. Além disso, sua superfície está altamente desgastada, e as faces originalmente angulosas estão arredondadas, sugerindo que os cristais foram impelidos para longe de sua rocha originária. Como puderam viajar centenas ou milhares de quilômetros, em forma de areia levada pelo vento, e ainda assim se concentrar em um mesmo local, a menos que houvesse uma grande quantidade deles? Como escaparam de ser soterrados e fundidos no calor do manto a menos que uma fina crosta de tipo continental fosse estável o bastante para preservá-los? Essas descobertas implicam que os cristais de zircônio já foram abundantes e se originaram em uma região ampla, possivelmente uma massa de terra continental. Se foi assim, é provável que as rochas daquele tempo ainda existam; uma perspectiva entusiasmante, pois seria possível aprender muito com uma rocha intacta dessa idade.

Além do mais, a distribuição por idade dos zircônios antigos é desigual. As datações se aglomeram em certos períodos de tempo, e nenhum cristal de outras eras foi descoberto. Meu ex-aluno de graduação Aaron J. Cavosie, hoje professor assistente da Universidade de Porto Rico, descobriu tal evidência mesmo em zircônios de zona única, nos quais o núcleo se formou mais cedo, há cerca de 4,3 bilhões, com crescimento circundante posterior, entre 3,3 bilhões e 3,7 bilhões de anos atrás. Na borda, o zircônio é mais jovem do que no núcleo, já que os cristais crescem concentricamente pela adição de material aos grãos que estão na parte mais externa. Mas a grande diferença etária, com lapsos de tempo, entre os centros e as bordas desses cristais de zircônio indica que dois eventos distintos ocorreram, separados por um intervalo maior. Nos cristais de zircônio mais jovens, fáceis de obter, esse tipo de relação etária do centro para a borda resulta dos processos tectônicos que derretem a crosta continental e reciclam os cristais que estão no seu interior. Muitos cientistas tentam testar se condições similares produziram os antigos cristais de zircônio do conglomerado de Jack Hills.

Mais recentemente, E. Bruce Watson, do Instituto Politécnico Rensselaer, e Mark Harrison, da Universidade Nacional Australiana, relataram níveis de titânio menores do que o esperado nesses antigos cristais de zircônio, sugerindo que a temperatura de seu magma original deve ter sido de entre 800oC e 650oC. Essa temperatura baixa seria possível somente se as rochas-matriz fossem graníticas; a maioria das rochas não-graníticas derrete a altas temperaturas, e assim os seus zircônios deveriam conter mais titânio.

Um Zircônio é para Sempre
Desde que meus colegas e eu analisamos as proporções de isótopos de oxigênio naqueles cinco cristais de zircônio de Jack Hills, em 1999, os dados que sustentam nossas conclusões aumentaram rapidamente. Investigadores em Perth, Canberra, Pequim, Los Angeles, Edimburgo, Estocolmo e Nancy estão analisando dezenas de milhares de cristais de zircônio de Jack Hills com o auxílio de microssondas iônicas e outras técnicas de datação, em busca de amostras com mais de 4 bilhões de anos.

Centenas de cristais de zircônio recentemente descobertos vieram de várias localidades com idade entre 4 bilhões e 4,4 bilhões de anos. Alguns foram achados 300 km ao sul do conglomerado de Jack Hills. Geoquímicos examinam outras antigas regiões da Terra, na esperança de descobrir os primeiros cristais de zircônio anteriores a 4,1 bilhões de anos fora da Austrália.

A intensificação das buscas está estimulando o aperfeiçoamento das tecnologias. Cavosie obteve análises com mais exatidão e identificou mais de 20 cristais de zircônio do conglomerado de Jack Hills com alta proporção de isótopos de oxigênio, o que indica temperaturas mais frias na superfície e a presença de oceanos há 4,2 bilhões de anos. Meus colegas e eu continuamos as buscas, com o auxílio do primeiro modelo da mais nova geração de microssonda iônica, a Cameca IMS-128, instalada no meu laboratório em março passado.

Muitas questões serão respondidas se pedaços das rochas originais que formam os cristais de zircônio puderem ser identificados. Mas, mesmo que isso não ocorra, ainda temos muito o que aprender com essas minúsculas cápsulas do tempo.



Cápsulas do Tempo
Por muito tempo, geólogos pensaram que as condições hostis presentes no nascimento do nosso planeta, 4,5 bilhões de anos atrás, deram lugar a um clima mais ameno há cerca de 3,8 bilhões de anos.

Hoje, pequenos cristais de zircônio, que retêm evidências claras de quando e como foram formados, sugerem que a Terra esfriou muito mais cedo, talvez há 4,4 bilhões de anos.

Alguns cristais de zircônio mais antigos apresentam composições químicas herdadas de ambientes mais frios e úmidos, como os necessários para a evolução da vida.



O autor
John W. Valley completou o doutorado em 1980 pela Universidade de Michigan em Ann Arbor, onde começou a se interessar pela Terra em seu estado primitivo. Ele e seus alunos passaram a explorar o registro das rochas mais antigas por toda a América do Norte e Austrália, Groenlândia e Escócia. Hoje, Valley é presidente da Sociedade Mineralógica da América e professor de geologia da Universidade de Wisconsin-Madison, onde fundou o sofisticado laboratório WiscSIMS.



Para conhecer mais
A cool early Earth. John W. Valley, William H. Peck, Elizabeth M. King e Simon A. Wilde, em Geology, vol. 30, no 4, págs. 351-354, abril de 2002.

Magmatic d18O in 4400-3900 Ma detrital zircons: a record of the alteration and recycling of crust in the early Archean. Aaron. J. Cavosie, J. W. Valley, S. A. Wilde e the Edinburgh Ion Microprobe Facility, em Earth and Planetary Science Letters, vol. 235, no 3, págs. 663-681, 15 de julho de 2005.

O website do autor, "Zircons are forever" está no endereço www.geology.wisc.edu/zircon/zircon-home.html
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segunda-feira, agosto 26, 2002

Visita ao IPEN

Bom,

Acabei lembrando o que eu tinha que fazer.

Vou colocar umas fotinhas do meu primeiro ano de Facul. (E abaixo o comentário, lógico)


Bom, estes são os loucos que foram ao IPEN - USP (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da USP) na visita ao reator: Estão aí, o Professor Eder, a Débora a Viviane, a Elaine, o Hugo, o Max, eu, o Chuca, o Igor, três penetras e... bom... não lembro...


Entrada do reator, O crítico indica que está operando.


Visita à sala de controle (Sim. Ficamos com vontade de apertar os botões vermelhos!)


Homer Simpson,... ops... quer dizer... o pessoal que trabalha operando o reator. ^^


Visita à piscina do reator.


Reator funcionando (É, ele emana luz sim!).


Novamente a luz azul que sai do reator.


As meninas do grupo: (Da esquerda para a direita) a Vivi, a Dé e a Elaine. ^^


A mesma foto editada. :)

^^

Bom, era isso, vou escaniar mais fotos e colocar aqui...

^^

Até.
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segunda-feira, abril 22, 2002

Domingo de Feriado

Pow,

Não vou deixar aquela mensagenzinha de má sorte me derrubar... onde já se viu... por isso que eu prefiro o horóscopo, ele nunca diz coisas ruins...

^^

E ontem quando estava trabalhando (até agora não acredito que fui trabalhar em pleno um domingo de feriado). Tivemos duas escolas vizitando o "Museo de Ciências" (já imaginaram, duas escolas num domingo de feriado) só que uma escola estava marcada e outra não (foram vizitantes espontâneos, apesar de mais de 30 pessoas) aí minha surpervisora me chamou:

- Fred, dá para você e o Roberto pegarem estas duas turmas?
- É uma escola?
(Pow! mais trabalho, ainda mais hoje que o "museo" está cheio e é domingo e feriado)
- É que o professor deles parece que pediu um trabalho sobre algum experimento que nós temos na área da física, dá para vocês dois apresentarem a área para eles e depois eles escolhem o que acharem melhor.
- Nossa, Chris! Os alunos se organizaram para vir aqui, ainda mais num domingo de feriado?
- É, para você ver...

Então apresentamos os recados que damos a todos os grupos antes de entrar no "Museo" e eles entraram... (Por Murph, peguei o grupo mais chato)

Como a área da Física estava um pouco cheia, resolvi mandar eles num local onde quase sempre está vazio, a Termo (Não que a Termo não seja uma das áreas da Física, mas... é bem mais vazia) O monitor que estava lá apresentou rapidinho o que deveria apresentar e, então, fui apresentar a "Bobina de Tesla" apresentei tranquilo (exceto pelas brincadeirinhas bobas do pessoal ... Mas dei choque neles HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!).
Até aí tudo bem... depois apresentei o "Gerador de Van de Graaff" e todos os outros equipamentos até que algumas meninas me pergutaram:

- O que é aquilo?
- Ah! Aquilo? É um painel contando a história do Universo (Noto alguns olhares de desgosto e outros do tipo: "mais tranqueira vem aí"), vocês querem que eu explique?
- Sim... (Foi um sim tão chocho que decidi torturá-los)


Comecei a explicar o principio do Universo até que, quando estava na parte da "sopa cósmica", um dos garotos me interrompeu:
- Me desculpe mas eu não vou ficar escutando isso!
- Ok, você pode ir então, não estou obrigando ninguém a ficar aqui, vai do seu livre-arbítrio. Mais alguém?
(Maldito!)
Retomei a explicação... passei pelo começo das galáxias, falei das estrelas e da morte delas, disse de uma galáxia em especial, a Via Láctea, e dos sistemas solares que a compõem... Disse sobre o princípio de um sistema solar em especial, o nosso sistema solar, do sol e dos planetas e sobre um em especial, o nosso, único com vida formada.
(Conforme eu contava via nos olhos do pessoal que eles não acreditavam [e nem faziam questão de acreditar] no que eu contava)
Disse que no princípio a Terra era quente e ácida e que uma das moléculas de ácido em especial, o ácido desoxirribonucléico, "principiou" a vida pois este vivia da síntese de outros ácidos e foram se juntando em partículas maiores e formando seres, estes serem foram, primeiramente vegetais e posteriormente criaram animais, etc, etc, etc...
Depois contei sobre uma espécie animal em especial, os primatas, e sua evolução até o Homem Moderno (que é apresentado lá por um astronauta), nisso uma das meninas me interrompe e diz:
- Desculpa te interromper mas, e Deus?
- O que tem Deus?
- Ele não participa de nada?
- Não, este painel conta a história do Universo segundo algumas teorias científicas, estas não tem a participação de deus.
- Por que os cientistas costumam separar deus da ciência?
(eu, já sacando o que ela tava querendo (e as outras também, pelos olhares) já ataquei)
- Não que eles separem, ao contrário, muitos cientistas crêem em deus, etc, mas normalmente as teorias são fundadas em coisas sólidas, que são observadas no dia a dia...
- Sei.
Eu me apoiei no tablado do painel:
- Me desculpe se eu vou ofender alguém agora.
- Pode dizer.
- Mas... na minha concepção, sua religião é o que você crê. Se os cientistas crêem nessa teoria, isso é a religião deles, e digo mais, cada religião tem a sua teoria cosmogônica, os índios tem uma teoria cosmogônica, os árabes tem outra teoria cosmogônica, os incas tinham outra teoria, os egípcos outra, a blíblia tem outra teoria cosmogônica, vai da sua fé qual delas você deve acreditar, como eu disse para seu amigo: "você tem livre-arbítrio, eu não seguro ninguém aqui", vocês me disseram que eu poderia explicar o painel e nesse painel nós contamos o que os cientistas crêem... lógicamente eu contei por cima e você podem encontrar isso muito melhor exemplificado nos livros.

Pow...

Disse também que muitos cientistas acreditam em deus, etc... que até os matemáticos acreditam em deus e podem explicá-lo por teoria de conjuntos e alguns teoremas básicos... etc...

Mas o que me deixou puto mesmo foi a falta de educação do cara...
"- Me desculpe mas eu não vou ficar escutando isso!"
Não vou ficar escutando isso num domingo de feriado! Eles me pedem para explicar e eu tenho que levar as pancadas, além disso, se ele queria aparecer, que colocasse uma melancia na cabeça como todos fazem...

^^

:P

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quinta-feira, abril 18, 2002

Pow....

A Ana Fashion vai parar de escrever por uns tempos no blig dela....

:/

E eu que utilizo as mensagens dela como fonte de inspiração para o meu segundo emprego, no "Museo de Ciências". Falando no "Museo de Ciências" onde trabalho, há umas duas semanas transferiram o planetário da área da Física (logo na entrada do museu) para uma área mais afastada (BEM mais afastada), lá no fundo do museu, onde é a área da Petrobrás e da Geologia. Resultado, Criou-se um espaço vazio em plena a entrada do museu.

Hoje me assustei, cheguei "in time" novamente e já fui diretamente para a sala da supervisão para assinar meu ponto, quando olho pela bancada que dá para a área da Física do museu vejo que tem um objeto gigantesco onde antes ficava o planetário e onde, até agora, estava vazio...

Advinhem, era um jogo de xadrez gigante que antes estava nos confins do depósito de materiais e, agora, re-utilizavam ele para "tapar" o buraco do planetário...

-_-ZzZzZZzZzZzZZzzzZZZ


Odeio gente que não tem a menor noção de como utilizar o computer, estava, agora, escrevendo este post, então chega uma usuária da sala onde trabalho (meu primeiro emprego):

- Você é o monitor?
- Sim.
- É que eu queria utilizar o Linux para escrever uma carta, isso é possível?
(possível é mas ela sabe utilizar o linux?)
- É, você tem a senha?
- Tenho, na verdade é a única senha que tenho... acabei de pegá-la...
- Você sabe mexer nele?
- Não, mas... você não sabe?
(ai ai ai... ficar de babá de usuário não era o que eu tinha em mente... -_-)
- Sei, mas... você não quer utilizar o Windows?
- É que não tenho senha do Word...
- Windows...
- Isso, Windows... não tenho senha dele, acabei de pegar a senha do Linux.
- Mas como você pegou a senha do Linux se você nem tem a do Windows?
- Eu tinha, mas ela não funcionava...
(Putz... o pessoal do ano passado ainda está sem senha?! que coisa não!)
- Eu coloco a minha senha, você faz o trabalho que tem que fazer e dá logoff depois... ok?
- Ok. Que bom...

Ela faz o trabalho que tem que fazer e depois:
- Oi, você pode me dizer como eu salvo um documento no disquete?
- Vai em File, Save e salva ele onde você quer...
- Eu cliquei no salvar e ele abriu esta janela, como faço para salvar no disquete?
- floop 3 1/2...
- Ah!! Aqui, achei.
(Demorou!!!!)
- Fácil, não?
- É... ^^
(¬¬)
- E agora, eu posso imprimir?
(já está pedindo demais!)
- Pode, quantas folhas?
- É que eu trouxe as minhas, pode ser? Tem problema?
(se trouxe as suas por que você já não mandou imprimir?!!!!!!!!!!!!!)
- Pode, tranqüilo... pode mandar...
Após a impressão:
- Olha, como eu saio daqui?
- Daqui, onde?
- Como eu desligo o Windows?
- O Word?
- Isso... ^^
- É só clicar no disquetinho no alto da tela e depois minimizar.
- Eu cliquei mas não aconteceu nada...
- Olha aqui. (eu clicando no disquetinho) Está vendo que a luz do disquete está acesa?
- Estou.
- Então, ele está salvando suas últimas alterações. Agora é só fazer isso. (eu clicando no fechar [x]).
- Ah! ^^ Era só isso... Obrigada.
- De nada, eu estou aqui para isso. ^^ (Morra!!!!!!!!!! ¬¬)

Fred.
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