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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Nada funciona! ¬¬

Desembarquei em Cumbica... as malas, como de praxe, demoraram um pouco (Não sei. Acho que todo aeroporto é assim.)... atravessei o corredor do desembarque, tirei meu Bilhete Único da carteira e adentrei o jardim. Desci as escadas rolantes, passei pela catraca e cheguei na plataforma... como sempre cheia!

Peguei o primeiro trem que passou, cruzei toda a zona norte de São Paulo e desci na próxima estação depois de Pirituba, pouco antes dela fechar. Desci a rua de calçadas irregulares pelo meio-fio, poia a mala grande não permite muitas manobras e perde o equilíbrio facilmente. Em meia hora estava em casa...

Não, gente... a palhaçada não sou eu que estou fazendo, é o Governo enrolando para construir transporte! Vamos à minha viagem mesmo!



Não vou falar aqui sobre as duas pernas de 13 horas de duração cada... não há o que falar...

Cheguei no horário, às 22h33 estava no corredor para a Imigração Australiana junto com mais todos os zoombies que sairam daquele avião após horas de sono leve, gente passando e campaínhas de serviço. Acomodei meu corpo equilibrando a mochila entre as faixas azuis direcionando as pessoas aos guichês, na minha frente uma uruguaia, sua bagagem de mão tinha etiqueta da Pluna e da TAM. Fiquei com vontade de puxar papo, mas a fila foi rápida e eu fiquei para próximo com um polícial que não estava com uma cara muito boa para um final de noite de Natal.

O cara perguntou pra ela o motivo da estadia na América do Sul (Só lembrando que ela era uruguaia.), ela disse que era uruguaia, mas que esteve o dia todo na cidade de São Paulo por motivo da conexão do vôo. Ele a mandou mostrar o certificado internacional de vacina, o que ela fez meio que irritada.

Ele a dispensou e chegou minha vez... ele deu um sorrizinho e me chamou. Mostrei meu passaporte, formulário de imigração e CUECAS BORRADAS toda minha empatia brasileira (Menos, Frederico! Menos!). Começou a questionar-me sobre um monte de coisas que assinalei no formulário: sobre meu visto para turista, sobre porque escolhi um hotel tão longe de Sydney e o que havia para ver de turístico por lá. Eu comecei a ficar meio com um puta vontade de ir ao banheiro fazer o número 2 (Duas pernas de 13 horas, gente! 26 horas! Dá um desconto!) com vontade de acelerar o processo e o rapaz não estava com uma cara muito amiga, disse que por causa das festas estava impossível fazer qualquer reserva nos hotéis em Sydney, e que Campbelltown era a mesma linha de trem que passa pelo aeroporto.

O cara deu uma ameaçada apertar um botão sob a mesa mas se assustou com meu conhecimento sobre a cidade, depois disso ele me perguntou o motivo da minha estadia na América do Sul, eu estava tão cansado que só respondi "Eu nasci em São Paulo!". Ele me pediu o comprovante de Vacinação, eu mostrei e ele me liberou...


Desci a rampa exausto e suado, não ví mais ninguém do meu setor no vôo. Nem mesmo o casal de velhinhos que veio ao meu lado e que, ao nos aproximar de Sydney, o senhor vira pra mim e pergunta: "Como você vai para casa? De trem ou taxi?", eu respondi que iria de trem e ele olhou para a mulher como que dizendo "Tá vendo! Todo mundo usa trem!"

Esperei os eternos 30 minutos para ver minha bagagem na esteira, confesso que, a esta hora, fiquei com medo de fazer muita força para puxar a bagagem... peguei outra fila para a revista das bagagens (O idiota aqui assinalou no formulário que estava entrando em território australiano com produtos feitos de sementes e outras partes vegetais. Na realidade é só um terço que minha mãe me deu quando fiz minha primeira viagem longa e que, desde então, deixo nas minhas mochilas de viagem.), esperei um ppouco e um japonês me chamou, olhou meu formulário e explicou porque eu estava naquele setor, daí me pediu pra mostrar o que era... ele olhou... olhou... fez um "tá tudo ok!" e me desejou Boa Noite!

Livre, enfim! Pude ir correndo para o banheiro procurar a estação do trem... Andei... Andei... Andei por um grande corredor que é a área de desembarque do Aeroporto Internacional de Sydney... numa espécie de cotovelo, no fundo, haviam escadas rolantes e (FINALMENTE!) a estação de trem.

Devido ao horário, os guichês de venda de tíquetes estavam fechados, somente as máquinas funcionavam e elas não aceitavam notas de AUD 50,00 (Maldita troca de dinheiro em casa de câmbio! Nunca te dão nota pequena!). Saque AUD 20,00 no terminal de caixa eletrônico e retornei para a máquina de tíquetes (Imgina o quanto custou para sacar estes AUD 20,00!? O Olho da cara!), coloquei meu trajeto, comprei o tíquete (AUD 17,80) e fui em direção à catraca... Qual catraca?

Não tem catraca! Tinha o tíquete, mas não tinha catraca e a estação estava vazia... resolvi empurrar minha mala pelos tótens e descer as outras escadas rolantes...

O trem chegou rápido e vazio...

Às 00:30 o trem parou em Leumeah, eu fui o único que desci e a luz fraca da estação mal me permitia visualizar ao redor. O trem partiu antes de eu terminas de percorrer a plataforma, deixando o ambiente mais escuro. Eu comecei a subir as escadas, com minha mochila nas costas, o barulho das rodinhas da mala maior rompendo o silêncio da noite... quando cheguei no primeiro patamar ouço alguém quebrando uma garrafa na rua do meu lado da estação, seguido de um resmundo... minha espinha congelou na hora, mas alguns segundo depois um vigia, ao fundo, apitou e o bêbado começou a reclamar e ir embora...

Continuei a subir as escadas. Quando cheguei ao topo ví a porta dos elevadores... fiquei puto! Segui para o outro lado e desci as escadas (Só de raiva!)... saí da estação e andei por gramados no estilo "the Sims" até chegar ao hotel...


Na porta do Formule1 Campbelltown notei algo estranho... tudo estava vazio... ao me aproximar da porta um chinês, que saía para fumar, abriu a porta pra mim. Como a recepção estava fechada, eu perguntei sobre alguém que trabalhasse no hotel. Ele me respondeu que tudo estava fechado e perguntou se eu não tinha chave, fazendo uma cara de "acho que eu não deveria ter aberto a porta pra ele". Respondi que não e que a máquina de checkin, na porta, estava quebrada. Ele riu e foi embora para o quarto...

Sozinho, no meio da recepção fechada, eu pensei, por alguns minutos em ser o cara mais azarado do mundo e dormir naquele corredor... Resolvi olhar novamente a máquina de checkin quebrada. Sem fechar a porta principal, olhei para fora e reparei um pequeno interfone, resolvi por tentar.

A mulher me disse boa noite e perguntou o que eu queria. Disse que tinha uma reserva e que precisava do cartão.

- Seu nome é... Fr... frederico... So...
- Frederico Sosnowski é meu nome - disse e perguntei por minha reserva dizendo o número.
Ela riu, pediu um pouco de calma (Gente! Depois de dois dias em um avião o que eu quero é um banho!) e pediu para eu olha para o lado do interfone...

¬¬
Eu disse que só havia uma máquina, quebrada!
Ela riu novamente e disse para olhar do outro lado, que sobre uma máquina de força havia um pacote e disse o número do quarto, repetindo em seguida.
Foi lá que encontrei minha chave... num pacote escrito F. S. e colado com durex...

Me dei um tapa na testa, por descrença no que estava ocorrendo, dei tchau, falei obrigado e corri pro quarto.

Espero que amanhã seja melhor.

Até.
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terça-feira, janeiro 13, 2009

De Férias?! Viagens?

Já que o Carnaval vem aí...

O que os guias passam sobre o Brasil para os extrangeiros? Vai saber, né?!

Vai Pra BAires? Vale ler e tomar um pouco de cuidado!

Olha que legal!

Se joga no Buraco!

Sobre o que levar nas viagens.

Informações sobre vistos!

Até.
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sábado, janeiro 12, 2008

Melhor assim!!!

Acordei às 6:00 mas só levantei às 6:40 (Fiquei pensando em muitas coisas que ocorreram durante a viagem e o que me espera neste ano, no Brasil.) tomei um banho, fechei as malas... desci a merda das escadas com a mala pesada e pedi um taxi ao aeroporto ($ 35,00).

Cheguei lá e estava tudo vazio, somente eu e o pessoal da limpeza encerando o chão, nenhuma loja aberta, nada...

Revisei o que passei nestes dias, o que escrevi, revi as fotos... e nisso chegaram doi velhinhos acompanhados de seus filhos. A senhora logo foi puxando papo comigo, dizendo que é um absurdo cidades como San Juan de los Andes terem somente três vôos semanais, que em pleno janeiro estava nevando, que em Buenos Aires estava quase 40ºC. Bati um papão com ela e logo começaram a chegar os funcionários do aeroporto e das lojas.




Tomei meu café (Um cappuccino grande e um croissant meia boca! Estou precisando urgentemente de um croissant! Nada mais de medialunas!), retirei dindin pro táxi em Buenos Aires e fiz o check-in!

Vôo tranquilo com atendimento muito bom e sem turbulências.... aliás, uma vista linda!

Cheguei em Buenos Aires com um calor insuportável! Peguei minha malinha, meu taxi ($ 75,00 do Aeroparque ao Ezeiza.) e lá fui eu enfrentar a fila da Gol, pagar a taxa de US$ 15,00 para vôos internacionais e a esperar até chegar o avião (Três horas de atraso!)... sorte minha que fiz amizade com um casal de argentinos que iria para o Rio, enquanto estávamos na fila para o check-in!




Vôo tranqüilo e chegada em Sampa sem nem olharem pra minha cara na imigração!

Bom... é isso!
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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Brasilloche?!

Acordei cedo, tomei meu banhinho quente, terminei de arrumar as coisas e desci para o café.

Meu desjejum foi com as duas veterinárias que estão hospedadas para fazer um trabalho de verão nos arredores de Puerto Varas... Hoje era torta de pêssego... HUM!!!

Esperamos o taxi e conversei mais com D. Carla, pelas 3 noites paguei $ 54000,00 num quarto para duas pessoas, com banheiro e televisão a cabo, e café da manhã!

Fui ao terminal da TurBus esperar o ônibus da Andesmar (Estranho, não?! Vai entender!!!). Aconselho a todos viajarem por estas duas empresas, os funcionários são corteses e o serviço é ótimo!



Dormi grande parte do caminho. Começamos a subir a cordilheira entre cachoeiras, pinheiros, rios, penhascos até chegarmos à imigração chilena... Pronto, saí do Chile! Continuamos... agora mais lento pois, quando o ônibus passava em um trecho destruido por uma avalanche, a suspensão dianteira quebrou e quando pegávamos uma descida a carroceria pegava no pneu e saia uma fumaceira desgraçada!

O motorista ligou para o mecânico da empresa, encontraria conosco na Imigração Argentina...

Seguimos por mais uns 20 km em uma estrada muito sinuosa até a imigração, chovia e fazia muito frio. Fizemos os trâmites para entrar na Argenatina, que incluem a escolha (pela fisionomia) das pessoas que terão as bagagens revistadas.

Pronto! Agora era só esperar o mecânico... e quem disse que ele vinha?! Demorou pacas!




Só sei que o ônibus deveria chegar às 14:50 em Bariloche e Chegou 19:30!

Ainda estava dia, claro! Então subi minha pequenina mala ao 3º andar do Hostel Las Moiras e saí pra conhecer a cidade... Não há muito o que ver, fora o centro!

Há neve nos picos mais altos, há o lago, há lojas de artesanato e chocolates, de grifes... enfim, igual a Campos do Jordão (De fato, eu realmente gostei mais de um vilarejo em que passamos durante o trajeto à São Carlos de Bariloche, chamado Villa La Angostura, uma graça de lugar! Muito lindo!!! Mais aqui, ou aqui, ou aqui.)!

Um monte de famílias e casais nas ruas... entrei numa lanchonete e pedi uma hamburguesa com papas fritas, um bando de adolescentes conversavam. Comi e eles foram embora pouco antes de mim.

No hostel fizeram pizza e jogavam advinhação, fiquei vendo um filme e depois subi, já eram 01:00 a.m..
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domingo, dezembro 30, 2007

Cadê meu Babel Fish?!

Acordar... Acordar... tenho que acordar! Que merda que é sua cabeça Frederico! Por que você não compra/trouxe um maldito relógio despertador?!

Fiquei dormindo pingado a noite toda, pra não dormir demais e não perder a hora. Maldita mente racional! Isso já aconteceu várias vezes comigo, ficar dormindo pingado pois meu racional pensa que vou dormir demais e perder a hora. Só porque fui dormir às 03:00 (Já no horário de verão argentino.).

Sim, eles iniciaram hoje seu horário de verão, segundo o jornal da manhã disse, é a 53ª vez que o horário oficial é alterado para se aproveitar mais o dia claro (O jornal realçou a briga entre a Capital e as Províncias à Oeste e Sul, cujo Sol põe-se mais tarde... BEEEEM mais tarde!). De fato, tanto Argentina quanto Chile, iniciam uma crise energética causada por uma mescla de falta de chuvas (É certo que o Rio Mendoza, origina-se da água do degelo dos Andes, e que é verão agora, mas pude notar a represa, em Potrerillos, muito baixa... mesmo!), crescimento econômico e falta de investimentos. Resultado do horário de verão: Em Mendoza o Sol nasce às 06:00 e se põe às 22:00 hoje! E a Argentina, que até ontem tinham o mesmo horário do Chile, hoje tem o mesmo horário do Brasil (De Brasília, claro!)...

Mas hoje estou indo pro Chile, então as coisas não mudam pra mim! O que importa é que minha câmera está com o horário oficial do Brasil (Antes do horário de verão!)!

Vista do meu quarto...A cordilheira ao fundo...E uma linda manhã!


No café, pegava um suco e um cara veio:

- Bom dia.
- Bom dia - repondi.
- Você é brasileiro?

E aí foi... ele e outro cara também são brasileiros, chegaram ontem de marugada (Mais ou menos na hora que dormi.), vieram de moto de Florianópolis e queriam conversar... Claro que fui conversar (Quem mandou ser daqueles que pesquisa sobre tudo na net, que compra guias?!)...

- É bom conversar, senão a gente viaja como no escuro, dando tiro no escuro! - eu disse.

Durante o café dei umas dicas de como se localizar na cidade e um casal se acomodou na mesa ao lado (Também brasileiros.), puxaram conversa comigo e comecei a dar dicar aos quatro (Vou fundar uma agência de viagens!). Disse quais os principais lugares de Mendoza: Peantonal Sarmiento, Plaza Independência, Plaza España, Parque San Martin, etc e tal. Sobre os andes (Que fiz ontem.)... terminei meu café e disse que já voltaria, peguei meu guia Argentina no quarto e entreguei a eles na parte sobre a região do Aconcágua/Mendoza e me desculpei, pois meu quarto estava de pernas para o ar e meu omnibus para Santiago de Chile sairia às 13:00, disse que depois desceria para conversarmos mais e pegar o guia de volta.

Quando voltei trouxe a caixa de alfajores que comprei (E não comi tudo, pois descobri que tenho uma pequena intolerância a eles.), conversamos mais sobre esta e outras viagens e lugares, trocamos e-mails e nos despedimos.

Alguém quer?!

- Hola! Para usted! - disse à recepcionista (A mesma do check-in.), entregando a caixa de alfajores. Ela abriu um sorriso e agradeceu... subi ao meu quarto. (Isso foi pra ela aprender a tratar os brasileiros com mais calor humano!) Quando voltei para fechar a conta ela, com as outras meninas, estavam comendo os alfajores.

Agora estou aqui, Terminal de Omnibus de Mendoza, já liguei pra casa, já perguntei qual plataforma saí meu ônibus, e estou aqui... esperando ele chegar e partir...

Será que teremos Bingo à bordo?! Hehehe...

Fui...

---//---


Paramos... Até agora a viagem foi ótima, subimos tranqüilamente, devagar e sempre, em algumas horas excedíamos os 90 km/h (Velocidade máxima permitida.), o que fazia todos no ônibus enlouquecer devido ao apito de excesso de velocidade.

Busão!Dando uma mãozinha!
Estrada e Lago!Cordilheiras!


O americano (Bem esteriótipo de californiano.) ao meu lado (Sim! Ele é o passageiro da poltrona 10.) me pediu licença e começou a bater no sinal acima de nossas cabeças (Sim! O diabo do apito fica bem acima de nossas cabeças! Por isso, somos os que ouvem mais alto!).

Nós (O americano e eu.) pegamos os melhores lugares no ônibus, no banco ao lado um casal francês. Acho que eles não gostam muito de brasileiros pois torcem o nariz ao que falo com as catarinenses no banco de trás, especialmente o cara.

...

Agora estamos parados na aduana chilena, uma fila enorme de carros ficou para trás (Ônibus tem uma fila só pra ele.), mas a fila dos ônibus não anda, a dos carros sim!

...

Ai, Sá! Fiz contato com o americano! Fui péssimo, mas acho que você iria ficar orgulhosa de mim (Até eu estou orgulhoso!)!

Fiquei de tradutor dele para o "argentino" que o "co´missário de bordo" fala... Uma hora, já na Imigração Argentina, o comissário disse algo lá no início da fila... Então ele me perguntou o que haviam dito, como eu não escutei direito, fui me informar com as catarinenses. Depois Expliquei a ele e a três britânicas (Como se diz quem mora na Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e adjacências?! Bom! O passaporte delas é vinho e com isso escrito!) como seriam os trâmites para entrar no Chile e pedi desculpas pelo meu inglês "ruim".

Túnel do Cristo RedentorFinal da Fila para Aduana
Chegando no começo da Fila!Duas horas depois!


Após os trâmites de entrada no Chile, fizemos a fila para a revista das bagagens (Sim, eles passam tudo pelo Raio-X! Não pode entrar nada vegetal ou animal.), como ele havia deixado a mochila (Backpack, aprendi! Fiquei tão feliz com isso!) no ônibus, eu recomendei a ele que pegasse a mochila pois iriam passá-la no aparelho. Ele me agredeceu e foi pegar a mochila.

Por azar uma mulher ficou dormindo no ponto e ficaram chamando por ela. A desgraçada nem aí, demorou um monte pra ir lá na frente pra abrir a mala, estava levando umas comidas, mas tudo acabou passando. Por sorte os guardas do Chile eram todos gente fina, conversavam e tranqüilizavam todos.

Entramos no ônibus e seguimos viagem, já no Chile (Duas horas depois de chegar na Aduana. O motorista disse que algumas vezes eles ficam até seis horas para passar na fronteira, de tanto ônibus e tão demorado que é.). Passamos pelos Caracoles, por algumas estações de sky (Não! Não tem neve nessa époda do ano gente! Vocês não sabem que é verão na América do Sul?! Olha a latitude dos Caracoles! A linha de neve esta mais pra cima do que 3500 metros de altitude nessa latitude! POXA!), por algumas paisagens que pareciam de filme, nos Alpes, e logo pegamos uma grande estrada de pista dupla (Que seguiu até Santiago.)

Conversei pacas com o Americano (Que é de New York e não da California.), ele disse que estava a nove meses na Argentina e que nos últimos dois meses estava viajando e agora passaria pelo Chile. Nos outros sete meses ele trabalhou como voluntário da igreja dele (Não perguntei qual igreja.), em Bariloche, dava aulas de inglês e, como só convivia com o pessoal da igreja, não conseguiu aprender espanhol, entendia bem mas falava quase nada (Isso pareceu mais uma desculpa do que um motivo pra mim, acho que pra ele também.). Eu disse que era semelhante a mim, então, para com o inglês, mas que estava viajando para aprender na marra a me virar no inglês e no espanhol.

As Catarinenses, de Jaraguá do Sul, são muito gente fina! Todas aparentando seus 30 e poucos anos... o único trecho por terra que elas fariam seria este, Mendoza-Santiago. Eu contei pra elas sobre minha viagem e elas sobre a delas... o que fariam e o que eu faria... As expectativas sobre o ano-novo em Santiago, ou em Valparaíso (Como eu queria.).

CaracolesSeguuuUuuUUUuUUUuura!!!


Chegamos em Santiago às 21:30, esperei horas pra tirarem minha mala do ônibus (Por sorte ela era a última e estava embaixo de todas as outras.), depois corri pra ver se achava um caixa-eletrônico. Achei, mas não um que estivesse interligado à rede Plus ou qualquer outra internacional. Por sorte tinha aqueles USD 10,00 que comprei da minha mãe antes de embarcar. ABENÇOADA SEJA A NOTA DE USD$ 10,00 DA MINHA MÃE! Troquei numa casa de câmbio (Única no Terminal Alameda, e que não trocava pesos argentinos nem reais.), o que gerou em torno de $ 4900,00 (Valor em pesos chilenos.), o que dá $ 490,00 para cada USD 1,00.

Corri até o metrô... quer dizer... primeiro eu tive que saber pra que lado ficava a saída, pra que lado ficava o metrô mais próximo... estas coisas (Sério, após pegar minha mala, fiquei completamente desnorteado. Naquela rodoviária desconhecida, grande, com gente indo de um lado para o outro, ônibus chegando a todo momento, malas e mais malas... cadeiras, etc e tal.).

E as estações de metrô?! Aquelas coisas gigantescas, repletas de escaleras, com sentido pra ir (Deve ser porque estou acostumado às três linhas de metrô de Sampa, que tornam a baldeação simples.) e sem escadas rolantes... Cheguei na Estação Bellas Artes e ela estava fechando, vazia... perguntei ao guarda que travava as catracas por qual saída iria cair na Calle Monjitas e ele me apontou a única que havia para a rua. Subi as escadas carregando minha mochila e minha malinha de 20 kg (O idiota aqui não tinha identifidado o elevador ainda!) e dei de cara com o Andes Hostel... Subi as escadas e fiz meu check-in. Os caras da recepção muito gente fina! Me ajudaram a levar minha malinha no quarto (Único lugar que fizeram isso!), explicaram direito como era o esquema o albergue. etc e tal.

Desarrumei minhas malas e fui tomar banho, baño compartido, me arrumei e desci... me senti em uma Torre de Babel, gente falando em inglês, português, espanhol, alemão... uma coisa muito louca! E, justamente por isso, por estar um pouco louco e ainda tentando me acostumar com a atmosfera de Santiago, tentei não falar nada... só ouvia... o meu Babel Fish não está legal ainda, está se acostumando à pressão e ainda pensa muito para tentar traduzir algo (Citando O Guia do Mochileiro das Galáxias [The Hitchhiker's Guide to the Galaxy]).

Liguei pra casa e fui dormir.
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